Defesa cita falta de provas, alega plágio em acusações e pede liberdade de Arcanjo

Arcanjo foi preso no dia 29 de maio, acusado de extorsão, lavagem de dinheiro e de chefiar o jogo do bicho

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

O advogado Zaid Arbid pediu à Justiça a liberdade do ex-comendador João Arcanjo Ribeiro, preso preventivamente desde o dia 29 de maio, alvo da Operação Mantus. No pedido, protocolado na sexta-feira (14), a defesa alega que a Polícia Civil e o Ministério Público do Estado (MPE) não teriam provas contra o cliente e teriam, inclusive, plagiado acusações. O juiz Jorge Tadeu Rodrigues, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, ainda analisa o caso.

No pedido, Zaid destacou que “a investigação contida nos autos não destinou a João Arcanjo Ribeiro qualquer participação efetiva”, e que o cliente teria sido incluído no caso em função de “sua notoriedade e pelo seu passado, visando à repercussão midiática” das ações policiais.

O advogado pontuou que o enredo apontado na Operação Mantus “guarda estreita correspondência com o enredo da Operação Arrego. É quase em plágio!”, escreveu à Justiça.

A operação citada por Zaid foi deflagrada em 2007 e resultou na denúncia inclusive contra delegados da Polícia Civil, que seriam subornados pela organização de Arcanjo, para impedir a atuação de concorrentes em seus “mercados”. Na época, Arcanjo já estava preso e depois, foi absolvido das acusações.

Também na sexta-feira (13), o MPE ofereceu denúncias contra Arcanjo e outras 32 pessoas, sendo que a justiça ainda não se pronunciou.

João Arcanjo Ribeiro passou os últimos 15 anos preso, condenado por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, homicídio e contravenção penal. Segundo a Polícia Civil, enquanto esteve preso, seu genro, Giovanni Zem, seria o responsável por continuar com o império do jogo do bicho em Mato Grosso. Arcanjo foi solto pela justiça em fevereiro de 2018 e, desde então, teria reassumido a liderança, segundo as investigações.

Confira todas as matérias referentes à operação clicando aqui.

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