“De volta à vida normal”: pais e crianças comemoram início da vacinação em Cuiabá

A aplicação das primeiras doses da Pfizer pediátrica em crianças cuiabanas teve iníco nesta quinta-feira, na Unic Beira Rio

(Foto: Ednilson Aguiar / O Livre)

Cuiabá iniciou nesta quinta-feira (20), a vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a covid-19. O primeiro a receber a dose pediátrica da Pfizer foi Miguel Vieira Monteiro, de 9 anos. O garoto tem nefropatia crônica e há dois anos sofre com o as alterações que a pandemia do coronavírus trouxe para a sua rotina, como a suspensão as atividades presenciais escolares e com os amigos.

Sem muitas palavras, Miguel se sentou próximo à enfermeira que fez a aplicação da dose da vacina. “Agora o meu filho vai poder voltar a uma vida normal”, diz a mãe de Miguel, a diarista Alice Vieira da Silva, de 39 anos. “Agora ele vai poder voltar a frequentar a escola porque ficou muito tempo preso em casa, tivemos que mudar o cotidiano dele completamente”, contou.

Os cuidados mais que redobrados foram necessários porque Miguel possui comorbidade, o menino tem nefropatia crônica e passou pela retirada de um rim. “Agora a gente fica mais calmo porque ele vai estar protegido”, disse Alice.

Quem não via a hora de ser chamada pelos profissionais da saúde era Clara Souza, de 10 anos. A menina acredita que, após a vacina, estará mais protegida pois, durante a pandemia, se sentiu muito exposta a algo que pode ser fatal.

“Eu vou me sentir mais segura. Eu sinto falta de brincar com meus amigos do condomínio, de conversar com meus colegas e também de ir para escola”, disse a garota que está contando as horas para brincar de pega-pega.

Vacinar é preciso

A vacinação das crianças de 5 a 11 anos em Cuiabá começa um dia após uma criança de 10 anos sofrer uma parada cardíaca, 12 horas após receber a vacina, em Lençóis Paulista, no Estado de São Paulo. A cidade inclusive suspendeu a aplicação de novas doses pelos próximos 7 dias, enquanto averigua o caso. A menina foi socorrida e está em observação.

Alice comenta que toda vacina pode causar uma reação e também cada organismo responde de uma forma à substância. Contudo, ela frisa que é importante os pais levarem os filhos para vacinarem.

Daniela e a filha Clara já foram para a vacinação logo no primeiro dia de campanha para crianças de 5 a 11 anos (Foto: Ednilson Aguiar / O Livre)

A artista Daniela Monteiro, de 34 anos, avalia que o início da vacinação para as crianças mais jovens traz um alento, uma esperança, num momento em que se enfrenta mais uma variante do vírus. É também algo simbólico pois começa junto com um novo ano.

A artista comenta que a sociedade já está exposta a um vírus que causa uma doença que pode levar à morte e, se apegar a casos isolados, é descartar a possibilidade de contar com a estatística, matemática, ciência para desenvolver o que é melhor para gente.

Daniela lembra que foi preciso se isolar durante a pandemia, mas afirma, que é importante fazer o uso da ciência e aproveitar o que tem a ser oferecido neste momento, em favor do retorno de uma vida mais tranquila novamente.

“Quando olhamos casos isolados, estamos sendo muito retrógrados no entendimento enquanto humanidade. Quando usamos dados e estatísticas, conseguimos nos firmar mais no entendimento que seja saudável para todo mundo”, argumentou.

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Cadastro

Para fazer o cadastro das crianças, os pais ou demais responsáveis devem entrar no site www.vacina.cuiaba.mt.gov.br, escolher o grupo no qual a criança se encaixa e preencher os dados com atenção.

Do dia 20 ao dia 22, apenas o polo da Unic Beira Rio realizará a vacinação deste público, devido ao baixo quantitativo de doses recebidas.

Foram 3.580 doses exclusivas para crianças e, conforme dados do Ministério da Saúde, a estimativa é que 60.659 crianças de 5 a 11 anos residam na Capital.

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