De ministros a pré-candidatos: nomes da política nacional vieram mais a MT

Visitas foram movimentadas por questão ambiental, Copa América e vacinação, com pano de fundo da situação econômica

(Foto: Divulgação)

Figuras da política nacional tiveram presença mais frequente em Mato Grosso ao longo deste ano. Quatro ministros, além do presidente Jair Bolsonaro e do vice Hamilton Mourão, fizeram ao menos uma visita. 

O ministro que mais veio a Mato grosso foi Tarcísio de Gomes Freitas, que participou de ao menos quatro agendas oficiais. Ele tanto veio tratar tanto de assuntos ligados à sua pasta de Transporte e Infraestrutura, quanto de assuntos mais políticos. 

Tarcísio inaugurou trecho de rodovia federal, tratou de concessão de serviços ao grupo Odebrecht sem investimento e também participou de ato em Sinop (505 km de Cuiabá) em prol da instalação da ferrovia Ferrogrão. 

A manifestação foi um contraponto a ativistas da Internacional Progressista que planejava travar o andamento das etapas de instalação dos trilhos, em agosto. 

A situação do tema ambiental trouxe o presidente Jair Bolsonaro, em agosto, para fazer entrega de tratores a indígenas, em Cuiabá, em defesa de sua política de modernização da mão de obra em terra indígena. 

Ele também anunciou que participaria do ato em Sinop pró-Ferrogrão, mas cancelou a vinda alguns dias antes do evento. 

A questão Copa América 

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, veio a Cuiabá em julho para assinar convênio de serviços na atenção básica. Mas, o que chamou mais a atenção foi o desencontro de informação sobre vacina extra para o município. 

Na época, Cuiabá sediava jogos da Copa América. O prefeito Emanuel Pinheiro tentou barganhar doses a mais de vacina, de fora do Plano Nacional de Imunização (PNI), para tentar avançar a vacinação.  

Ele afirmou um acordo havia sido firmado com o Ministério da Saúde, mas Queiroga negou a informação. 

Também passou por Mato Grosso o ministro da Educação, Milton Ribeiro, para vistoria em institutos tecnológicos e inauguração de obras. Em única agenda, em setembro, ele veio a Cuiabá e Sinop. 

A ministra da Família e da Mulher, Damares Alves, visitou a Capital, também em setembro, para inaugurar órgãos de defesa da mulher contra violência e lançamento de programa nacional de “recomposição familiar”. 

O vice-presidente Hamilton Mourão veio a Mato Grosso em outubro e tratou de assuntos ligados ao meio ambiente. Na época, as notícias sobre queimada pressionavam o governo federal, e a aproximação da COP-26, na Escócia, já aparecia assunto de fundo. 

Visitas de olho em 2022 

O PSDB, único partido com prévias para a escolha de candidatos, mandou os três nomes que estavam em disputa à candidatura à Presidência a Cuiabá no intervalo de um mês. 

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, foi o primeiro visitante. Duas semanas mais tarde, o governador de São Paulo, João Dória, veio para uma visita rápida. 

O ex-ministro de FHC, Arthur Virgílio Neto, também veio pedir voto aos correligionários. 

O ministro Tarcísio Gomes de Freitas foi outro nome que sondou a possibilidade de fincar bandeira eleitoral em Mato Grosso. Em setembro, ele disse em entrevista que poderia ser candidato ao Senado pelo Estado. 

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheo (PSD), fechou a agenda, coincidindo chegar ao Estado na mesma semana em que confirmou ser o pré-candidato de seu partido à Presidência. 

O atrativo dos políticos 

O ano de 2021 também foi de destaque econômico em Mato Grosso. O Estado conseguiu o segundo lugar com índices de desembargado em baixa, superávit orçamentário, e nota A no rating de confiança do Tesouro Nacional. 

O cientista político, João Edisom, diz que esse cenário foi o real atrativo dos políticos em Mato Grosso ao longo do ano, de olho nas conjecturas para 2022. 

“São dois fatores. Primeiro, tem a questão do status. Estar perto de quem está dando certo dá a impressão de que também se está fazendo certo, apesar de, na realidade, ser assim. E, segundo, estamos nos avizinhando, de uma eleição, e o CPF é uma questão muito no país. Os candidatos a presidente da República querem usar roupa boa”, afirmou. 

João Edisom diz que a pandemia teve influência no cenário, porque projetou os Estados que conseguiram “navegar na situação” e “conseguiram sair em condição favorável”, na reta final da crise sanitária. 

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