De lados opostos, PSL e PT defendem “manobra” pelo fim da greve dos professores

Deputados querem condicionar aprovação de projeto a um acordo com a categoria

Em pelo menos um ponto o PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, e o PT, de Dilma e Lula, concordam em Mato Grosso: é preciso sentar condicionar a aprovação do Projeto de Lei Complementar 53/2019 – que altera incentivos fiscais e pode resultar num aumento de impostos – a uma tentativa de por fim à greve dos professores.

Profissionais da educação estão com as atividades paralisadas há quase dois meses. A greve já se aproxima da maior que o Estado viveu, que durou 67 dias.

A proposta de “impor” ao governador Mauro Mendes (DEM) essa tentativa partiu dos deputados estaduais Silvio Fávero (PSL) e Lúdio Cabral (PT). Foi apresentada na última quinta-feira (17), quando o projeto do governo foi aprovado em primeira votação.

Fávero, assim como outros deputados, tem sido pressionado por professores que cobram uma solução para o impasse. O pleito da categoria é um por um aumento salarial de 7,69% que o governo alega não poder conceder devido à crise fiscal.

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