De desacreditado a testemunha

Cabo Gerson foi indicado como testemunha do MPE

(Foto: Suellen Pessetto/O Livre)

O cabo PM Gerson Luiz Ferreira Corrêa Junior, pivô do caso de interceptações telefônicas ilegais que ficou conhecido como Grampolândia Pantaneira, passou agora para a condição de testemunha do Ministério Público.

Há três meses, quando foi interrogado na Justiça Militar para esclarecer sobre os grampos, foi tachado de “fantasioso”.

Antes, Gerson tentou fazer acordo de colaboração premiada com o Ministério Público, mas ouviu que as informações não eram novas. Assim, sem novidade, a delação não andou.

Depois, em reiteradas vezes, membros do Ministério Público afirmaram que o militar teria inventado histórias. O objetivo, segundo esses membros, era o de “se safar” de seus crimes – os quais Gerson já confessou.

Mas, depois de ser desacreditado, o Ministério Público o indicou como testemunha. Seu nome consta em denúncia encaminhada à Justiça pelo procurador-geral, José Antônio Borges, nesta quinta-feira (17).

Gerson deve falar – mais uma vez, já que já tinha denunciado o caso em seu interrogatório – sobre o vazamento de informações sigilosas feito pelo promotor Marco Aurélio de Castro.

Também constam na lista a senadora e ex-juíza Selma Arruda (PSL), o desembargador do TJ, Marcos Machado, o promotor de Justiça Marcos Bulhões, e o militar Antônio Domingos de Macedo.

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