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Opinião

De acordo com a lei

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Francisney Liberato

No contexto do texto bíblico, vimos homens com muita raiva e ódio desejando o apedrejamento de uma mulher que foi flagrada cometendo adultério. Essa acusação fora dirigida por um grupo de homens que eram considerados “mestres da lei”.

Quantas vezes neste mundo nós já vimos nos noticiários juízes, desembargadores e ministros de tribunais superiores pegos cometendo crimes, como corrupção, lavagem de dinheiro, fraudes, entre outros?

Estamos falando sobre matérias jornalísticas atuais, nas quais os guardiões das leis, que deveriam ser os primeiros a cumpri-las, fazem o contrário, cometem deslizes como qualquer ser humano que está sujeito a falhar. O que torna o delito ainda mais grave e imperdoável é o fato de esses homens conhecerem profundamente os limites da hombridade e ignorarem tal fato, buscando os atalhos nos becos escuros de leis mal projetadas.

Isso não acontece apenas no seio do Poder Judiciário. Se pesquisarmos um pouco mais, vamos encontrar membros e servidores do Poder legislativo, do Poder Executivo e outros órgãos independentes, os quais têm a obrigação de cumprir e fiscalizar as leis; não obstante, desobedecem-nas.

Como mencionado, assim como na atualidade, membros e servidores fiscalizam e apontam os erros de outros, mas muitos, às vezes, cometem os mesmos deslizes ou equívocos até piores que os do acusado.

Infelizmente, na história, e na contemporaneidade, encontramos pastores, padres e ministros do evangelho que também cometem falhas em nome da lei.

Temos que ter cuidado ao nos agarrar à expressão “em nome da lei”. Cada um tem suas próprias interpretações e, muitas vezes, usam isso para favorecer os seus projetos e preferências pessoais. Diante disso, esses indivíduos se colocam acima da lei e de outras pessoas deste mundo. Há um adágio popular que diz que todos são iguais perante a lei, todavia, há alguns que são mais iguais e os braços curtos do sistema não os alcançam.

Ainda vale a pena refletir sobre a expressão “mestres da lei”. Assim como no contexto bíblico, esses homens deveriam ser os primeiros a manter a reputação e o caráter ilibados, mas eles estavam se esquivando de seus erros e apontando os lapsos de uma pobre mulher. Será que ela cometeu o crime de adultério sozinha ou você entende que teve a participação de um homem? É muito provável que esse ser estava entre os acusadores.

No verso citado para a nossa reflexão, os acusadores arrastaram uma mulher para se ter um novo julgamento. Aqueles homens estavam mal-intencionados, uma vez que eles a acusaram de cometer adultério e que, segundo a lei, deveria ser apedrejada.

O livro “O desejado de todas as nações”, da escritora americana Ellen G. White, menciona:: “Lançaram mão dessa oportunidade para garantir-Lhe a condenação, julgando que, fosse qual fosse a decisão que Ele desse, haveriam de achar ocasião para acusá-Lo. Se absolvesse a mulher, seria acusado de desprezar a lei de Moisés. Se Ele a declarasse digna de morte, seria denunciado aos romanos como assumindo autoridade que só a eles pertencia”.

Por que aqueles homens não executaram a sentença diretamente? Naquele bojo de homens deveria ter alguém com qualificação e capacidade para executar a mulher. Por que foram levar o caso para decisão de Jesus Cristo? Eles mal reconheciam o Mestre como um juiz para tal atribuição.

“Mas o Senhor, o que é que diz sobre isso?”

Na verdade, aqueles homens tinham interesse de pegar qualquer “falha” ou uma vírgula fora do contexto dita por Jesus Cristo e usar isso para acusá-lo injustamente. Eles desejavam apedrejar Jesus, e não a mulher; por isso, estavam buscando um pretexto para tal ardil.

Você já se encontrou em alguma situação em que havia pessoas te testando dessa forma? Foi exatamente isso que os acusadores daquela mulher fizeram com Jesus Cristo. Tome muito cuidado ao emitir a sua opinião em circunstâncias em que você não conhece o assunto com profundidade. Saiba entender as razões implícitas e explícitas dessa atitude.

De acordo com a lei, ao invés de acusar, devemos amar; ao invés de apontar os erros das pessoas, devemos perdoar; ao invés de expor alguém a humilhações, nós devemos acolher esse alguém. Mude a forma de pensar e abandone as normas que estão embaixo dos seus braços. Aplique a lei do perdão, do carinho, do amor e da compaixão pelo ser humano.

Francisney Liberato é Auditor do Tribunal de Contas. Escritor. Palestrante. Professor. Coach e Mentor. Mestre em Educação. Doutor Honoris Causa. Bacharel em Administração, Bacharel em Ciências Contábeis (CRC-MT) e Bacharel em Direito (OAB-MT). Membro da Academia Mundial de Letras. Autor dos Livros: “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência”, “A arte de ser feliz”, “Singularidade”, “Autocontrole”, “Fenomenal”, “Reinvente sua vida” e “Como passar em concursos – Vol. 1 e 2”, “Como falar em público com excelência”, “Legado”, “Liderança”, “Ansiedade”, “Mude sua vida em 50 dias Premium”“Inteligência Emocional”, “Manual do Concurseiro”, “Sabedoria”, “Discípulos” e “Educação Financeira”.

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