|Segunda-feira, 21 Janeiro 2019

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Das coisas que aprendi

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Já escrevi aqui que amo as férias, assim como todo mundo que conheço. Quem não gosta de ter tempo livre para fazer o que bem entender? Não ter horário para estar no trabalho e ser livre para preencher o tempo só com o que gosta? É, ninguém é de ferro.

Mas, conforme os anos vão passando, sinto que anseio por uma certa rotina. Ao contrário de quando era jovem, quando detestava ter tudo planejado, a maturidade me fez dar valor para os dias calculados.

Gosto de acreditar que me tornei uma criatura de hábitos.

Adoro planejar minha semana no sábado e domingo. Preparar minhas aulas, pensar nos meus textos, organizar o cardápio da semana, saber quais serão as atividades do meu filho na escola, fazer minhas listas.

Ah, as listas! Como adoro elencar o que precisa ser feito na próxima semana, nos próximos meses, no ano seguinte. E nada como ir checando cada coisa feita, cada item concluído.

Um conhecedor da psicologia humana vai dizer que é meu lado controlador falando mais alto. Que ter noção exata do que vou fazer a cada dia é uma forma de diminuir a ansiedade, porque sinto controle sobre tudo, inclusive o futuro, que é uma incógnita.

Sou mais leiga e simplista.

Creio que ter algum planejamento das semanas me deixa espaço para os imprevistos.

Quantas vezes pude fazer uma visita inesperada ou lidar com alguma mudança repentina justamente porque estava com tudo encaminhado?

Essa noção de organização é libertadora. Me deixa tranquila em relação aos contratempos, ao que não tenho controle.

Demorei quase três décadas para ser assim.

Antes, sofria muito. Deixava tudo para a última hora ou o segundo final, e sempre achava que deixava algo incompleto no término de uma tarefa. E ai se tivesse um imprevisto: não havia lacuna para surpresas e isso aumentava minha ansiedade.

Se eu pudesse dar um conselho a um adolescente? Organize-se, esteja preparado. Não adianta estudar na véspera nem fazer o trabalho no último minuto. O mundo não perdoa os despreparados ou procrastinadores.

Não é fácil quando somos jovens, porque queremos viver intensamente o presente sem pensar no amanhã. Mas insisto: preparo não é apenas um dos caminhos para vencer os desafios, é simplesmente o único. Palavra de quem aprendeu na marra.

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