Damares inaugura casa para atender de “cigana a indígena” em Cuiabá

Casa da Mulher Brasileira receberá mulheres vítimas de violência doméstica e já foi prometido pelo governo federal, em 2016

(Foto: Divulgação / Secom-Cuiabá)

“A proteção da mulher é uma causa urgente e aqui quero dizer que todas as mulheres serão atendidas, respeitadas e protegidas”, anunciou a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, sobre a Casa da Mulher Brasileira, em Cuiabá.

A pedra fundamental do espaço foi lançada nesse sábado (18). O local receberá as mulheres vítimas de violência doméstica, que poderão levar ainda os filhos e também os animais de estimação.

Damares pontuou que na Capital mato-grossense há vários grupos de mulheres que devem ser observadas e contempladas na política pública de proteção.

“Temos mulheres diferentes aqui em Cuiabá, a mulher urbana, a mulher rural que corre para cá na hora do socorro, a mulher cigana que anda por aqui, a mulher indígena, a mulher imigrante e uma ainda mais vulnerável, a mulher indígena imigrante, que são as venezuelanas”, elencou. “Esse espaço vai atender também a mulher cega, surda, idosa. Todas!”, reforçou.

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Casa da Mulher Brasileira

Com o lançamento da pedra fundamental, reacendeu em Cuiabá a esperança de ter o projeto finalmente executado. O deputado federal Emanuelzinho (PTB) lembrou que assim que assumiu o mandato, foi eleito vice-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, sinalizou para Damares a ideia de trazer essa casa para Cuiabá.

“Temos o prazer de estarmos aqui hoje, um sonho de muitas mulheres brasileiras, cuiabanas”, disse o deputado federal. O parlamentar destinou emendas no valor de R$ 1.530.00,00 para a construção da instituição.

A titular da Delegacia da Mulher, Jozirlethe Magalhães Criveletto, comentou que este é um sonho antigo de todos que integram a rede. A expectativa é que realmente seja feito e sirva como uma forma de auxiliar as mulheres em um momento tão difícil.

A Secretária Nacional de Políticas para Mulheres, Cristiane Brito, avaliou que a Capital já tem uma boa rede de proteção às mulheres. Porém, é preciso ser mais integrada e a Casa será um ponto importante nisso.

O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) informou que a licitação para a obra deve ser lançada ainda neste ano. Os trabalhos têm estimativa de conclusão para 2022.

O gestor disse que ainda nesta semana dará mais um passo importante nessa rede de proteção às vítimas de violência, desta vez, com os filhos de mulheres que foram assassinadas em feminicídios. Será regulamentada a lei que institui o benefício de meio salário mínimo às crianças órfãs de mãe. Pelo menos 20 já estão entre as beneficiárias.

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