Dados Febraban: inflação afetou compra de alimentos no Centro-Oeste

Pesquisa mostra que brasileiros estão consumindo menos e pessimistas em relação ao futuro

Imagem Ilustrativa (Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Nos últimos quatro meses, o cardápio econômico anda um pouco indigesto. A situação que foi evidenciada em uma pesquisa realizada pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). Na região Centro-Oeste, a maioria dos entrevistados (92%) afirma que o preço dos produtos aumentou ou aumentou muito em relação ao início do ano.

Da mesma forma, três quartos dos entrevistados (74%) apontam que o consumo de alimentos e outros itens do abastecimento doméstico é o item que mais tem sido impactado pela inflação.

A recuperação econômica ainda está longe do horizonte da população da região. Metade dos entrevistados (52%) acredita que a sua vida financeira e familiar só irá se recuperar após 2022 ou isso sequer acontecerá. Quando pensam na recuperação da economia do país, é mais elevado o contingente de pessimistas (69%). Alinhados com esse sentimento, 65% têm expectativa negativa também no que se refere ao crescimento do país.

Esses dados são revelados pela mais nova rodada da pesquisa Radar Febraban, realizada com 3 mil pessoas, entre os dias 21 de maio a 2 de junho, nas cinco regiões do país.

A esperança não pode morrer

Considerando um horizonte mais favorável, em que haja disponibilidade de recursos extras no orçamento doméstico, as preferências dos entrevistados recaem na compra ou reforma de imóvel — 35% disseram que comprariam um imóvel e 12% que reformariam a casa — e por investimentos bancários — 21% aplicariam o dinheiro na poupança e 17% em outros investimentos bancários.

A indicação de investimentos bancários como destino de eventuais recursos financeiros excedentes converge com o elevado grau de confiança no setor (59% confiam nos bancos). O entendimento preponderante é o de que os bancos têm dado uma contribuição positiva para o desenvolvimento da economia (51%), o enfrentamento da pandemia (45%), a geração de empregos (45%), a melhora da qualidade de vida das pessoas (41%), e os negócios e atividades profissionais dos entrevistados (44%).

(Com informações da Assessoria)

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