Da gravação à divulgação: estúdio promete fortalecer o mercado em Mato Grosso

Com grande conhecimento musical, Café pretende promover talentos regionais para além dos limites mato-grossenses

A influência do pai, que é músico, contou bastante para a formação do instrumentista e produtor musical Allyson Pereira Soares, 24 anos, o popular “Café”. Mas para seguir adiante, caiu na estrada com importantes músicos de Mato Grosso e se capacitou com profissionais que são referência no cenário nacional. Logo, estava produzindo trabalhos de outros artistas.

Mas é neste ano que conquistou um de seus maiores feitos: ao lado do sócio Davidson Souza ele acaba de inaugurar o Trend Home Studio com objetivo de fazer a diferença no mercado. Seu próximo desafio? Realizar produções musicais de artistas regionais.

Allyson acredita que tanto ele, quanto o sócio, precisam vencer a resistência que alguns artistas mato-grossenses têm de confiar suas produções nas mãos de profissionais locais.

“É uma pena que muitos ainda prefiram buscar produtoras em outros estados, ignorando a qualidade das produtoras genuinamente mato-grossenses”, desabafa.

“Eu posso dizer porque já estive em várias produtoras espalhadas pelo Brasil e sei da competência dos profissionais mato-grossenses que não só realizam o mesmo trabalho, como conseguem fazê-lo com ainda mais maestria”.

E garante: ao Trend Home Studio, não falta dedicação profissional e qualidade técnica.

O estúdio ainda está com cheirinho de sala nova e é equipado com mesa M32 Midas, Microfones U87 Neumann, MD421 Sennheiser, SM 7B Shure, Akg c414, RODE NT2a. Monitores: HS80 Yamaha, NS10 Yamaha, Tannoy e pré-amplificadores: Avalon 737, 8 canais de “pré” da marca Présonus.

Nomenclaturas tão técnicas e desconhecida para pessoas leigas, mas que enche os olhos e ouvidos de quem entende do assunto e entra na sala pela primeira vez.

Ambiente intimista

O ambiente intimista foi uma das exigências de Café. Ele conta que a sala compacta ajuda na hora de produzir e deixar o artista mais à vontade. Quanto mais acolhedor, melhor para aguçar a espontaneidade e desenvoltura do cantor.

“Muitos dos estúdios que conheci, eram imponentes. Isso me deixava travado como músico, ou percebia uma certa timidez nos cantores que se sentiam inibidos. Quando o artista está à vontade, tudo flui. As horas de gravação são reduzidas e até o timbre do cantor melhora porque ele se solta”, explica. “Um estúdio ‘compacto’ em nada interfere na qualidade do som”.

Do estúdio para as paradas de sucesso

O Trend Home Studio não é um local só para gravação musical, ressalta Café. É um lugar onde o músico pode também, se aprimorar. Entre composições, arranjos, produção em estúdio e até chegar nas rádios, existe um longo e árduo processo para que a música chegue nas paradas de sucesso.

Como forma de fomentar e levar o nome do artista à patamares mais elevados – plataformas digitais, rádios e mídias sociais – Café conta com um time de peso. A fonoaudióloga Cris Puertas, especialista nessa área, por exemplo, cuida da técnica vocal. E pensando na divulgação do material, há também uma equipe que realiza gravação de videoclipe.

“Aqui não é uma fábrica de pendrive. Me recuso a apenas produzir a canção e entregar a gravação para o artista. Quero que o meu produto chegue ao mercado. E para isso é preciso não só lapidar o artista, como colocá-lo cara a cara com a mídia. Não quero apenas vender uma música, e sim um projeto” confessou.

Produtor x artista

Para dar vida a uma letra é preciso um arranjo coeso e uma série de fatores que farão com que a música seja ou não um sucesso. E é por isso que o produtor musical está sempre atento a todas as tendências musicais e não se dá ao luxo de gostar mais de produzir isso ou aquilo. Seu gosto é eclético.

Segundo ele, para que uma música “bombe”, ela precisa em boa parte, do feeling do produtor. “E é preciso apostar, inovar”.

Ele usa como exemplo o cantor Gusttavo Lima que em produções recentes incorporou em suas músicas o ritmo da bachata e o ‘abrasileirou’ ao inserir bumbo e bateria, dando mais pulsação às músicas.

“Eu arrisco a dizer que ficou até melhor que o ritmo original que nasceu na República Dominicana. Por isso a importância de ter que ouvir de tudo. De uma referência pode vir algo novo. Não podemos dizer ‘isso eu não escuto’. Isso limita o processo criativo”, explica.

“É por conta de toda inventividade que grandes produtores do mercado fonográfico, como Dudu, Pepato e Miyazato arrastam fã-clubes pelo país”.

Café com Música

Café idealiza um projeto musical que reúne músicos no Trend, para provocar parcerias, como um “meeting”. Artistas que já estão integrados ao estúdio, de ritmos diversos, podem se conhecer e idealizar projeto. É nisso que ele aposta.

A intenção do Café com Música é unir vertentes musicais, unir cantores gospel, pop, sertanejo e de quaisquer outros ritmos para trocarem figurinha, se familiarizarem com o estúdio e quem sabe até comporem juntos. Porquê não? O café com Música vem para literalmente agregar”, defende.

Trajetória

Café começou a tocar as 11 anos e por toda a vida levou consigo o exemplo do pai, que também é instrumentista. Ainda adolescente,já pegava a estrada com as duplas Jr. & Nando e Sarah & Lívia, tocando bateria – sua grande paixão, que inclusive carrega tatuada no braço.

Para estar preparado para a realização do grande sonho, de ter um estúdio, o jovem foi além. Durante um ano, cursou em SP produção musical e sonoridade com o produtor Gabriel Jr. – ex produtor da dupla sertaneja Fernando & Sorocaba.

“Pude conhecer os melhores estúdios do país. E lá tive a certeza do que eu queria”.

Também já fez curso de mixagem e masterização no Rio de Janeiro com Benê Maldonado.

Mais informações: 2127-6117

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