Custo da produção do milho sobe 0,87% em um mês

A valorização do dólar durante o mês de agosto e setembro foi o principal motivo para o encarecimento da produção do cereal

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou o novo relatório de custo de produção para o milho de alta tecnologia em Mato Grosso, safra 18/19, para o mês de setembro.

De acordo com o boletim, o custo operacional apresentou um acréscimo de 0,87% se comparado a agosto de 2018, ficando em R$ 2,3 mil por hectare.

O cenário eleitoral brasileiro e do mercado externo, acarretaram o aumento do dólar em setembro de 2018. A valorização da moeda norte-americana influenciou nas altas dos inseticidas (1,37%) e macronutrientes (2,29%).

Outros fatores também contribuíram para a alta no custo da produção, como o acréscimo no preço do diesel e a valorização da ureia – usada para fazer a adubação de vários tipos de plantio, superior aos demais fertilizantes, devido à redução de oferta no Irã.

Cotações

Com a demanda interna mais enfraquecida e recuo nas cotações do dólar e na CME, o preço do cereal em Mato Grosso prosseguiu com queda de 2,62% e cotação média de R$ 19,64 sacas nesta semana.

As cotações na CME-Group para dezembro de 2018 e julho de 2019 exibiram baixa de 1,54% e 1,16%, respectivamente, pressionadas pelos números de vendas semanais do USDA, inferiores ao esperado pelo mercado.

As cotações do dólar, ainda influenciadas pelo cenário eleitoral doméstico e o mercado externo, apresentaram perda de 0,57%, e média de R$ 3,69 por US$ para a última semana.

A paridade de exportação (julho de 2019) mais uma vez voltou a cair, em 3,64%, em consequência da baixa na moeda norte-americana e nas cotações do milho na CME-Group.

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