Curva de contaminação ainda não caiu em Cuiabá, mas por motivo menos negativo

Ritmo de contágio para novas parcelas da população ocorreu em velocidade abaixo da estimada, mas risco continua presente

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

A previsão de platô de casos da covid-19 em Cuiabá não se confirmou, mas por um motivo menos negativo. A busca por atendimento na rede municipal do Sistema Único de Saúde (SUS) teve aumento pouco expressivo nas duas últimas semanas, resultado que adia a estimativa de pico do contágio.

“O número de pessoas com sintomas da doença que foram buscar atendimento do SUS ainda é baixo. Da semana passada para esta, foram somente cinco casos, o que não permite dizer, neste momento, quando será o momento de maior incidência da doença”, explica a médica infectologista Flávia Guimarães, gerente da Vigilância Epidemiológica de Cuiabá.

A estimativa para o alcance do platô na Capital foi dada pelo prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) no fim de abril. Segundo ele, o dia 10 maio, domingo passado, poderia marcar a data em que o número de novos casos chegaria ao seu pico para daí começar o achatamento da curva.

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O estudo da Vigilância Epidemiológica é que essa nova fase do contágio está relacionada à difusão do vírus para as camadas socioeconômicas mais dependentes da rede pública de saúde.

É essa disseminação num ritmo mais lento que não possibilita definir o platô. Por outro lado, isso significa mais tempo para o sistema público se organizar para atender os pacientes.

“A rede está se preparando, estamos com dificuldade de encontrar equipamento como qualquer outra cidade, mas isso é porque o mundo está de olho nos mesmo insumos”, disse a médica.

Mais casos

Contudo, a incidência da covid-19 continua em crescimento na Capital. Conforme a Vigilância Epidemiológica no prazo de uma semana – 2 a 9 de maio – houve aumento em 42 novos casos, passando o total de 141 para 183.

Se o crescimento continuar nesse ritmo, segundo a infectologista Flávia Guimarães, nos próximos dias o número de caso deverá ser o dobro do atual.

“A proporção de contágio é um caso para três, ou seja, uma pessoa fica infectada e passa a doença para outras três. Há estudos que apontam que esse raio pode chegar a 10 transmissões”, explicou.

Conforme o painel da covid-19 divulgado no domingo pela Secretaria de Saúde do município, 62 pessoas estão internadas em Cuiabá com síndrome respiratória aguda grave (SRAG), o que inclui a covid-19.

Dessas, 13 estão em enfermaria e 22 em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Desse total, 27 são de casos suspeitos da nova doença.

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