Curta de MT leva dois prêmios no Cine PE, um dos mais importantes festivais do Brasil

A nova safra de filmes cuiabanos tem revelado a outros centros de produção cinematográfica que o setor do audiovisual mato-grossense está em um bom momento.  Os bons resultados têm animado os realizadores locais, caso da roteirista e diretora, Samantha Col Debella, que virou o dia com mais dois prêmios no seu primeiro projeto à frente da direção.

O curta-metragem Teodora Quer Dançar, mais um trabalho realizado por meio da união de forças de produtoras locais e nacionais que ficou conhecido como o Box de Curtas, ganhou dois prêmios na noite desta terça-feira (05), em Recife.

Essa é a primeira incursão de Samantha na direção. Novos projetos estão em andamento

De acordo com Samantha, o primeiro assistente de direção, Jorge Antônio, participou da noite de premiação do Cine Pernambuco, um dos principais festivais do Brasil. Teodora Quer Dançar levou para casa dois troféus Calunga nas categorias Melhor Atriz e Melhor Direção de Arte. “O fato de apenas estar no Cine Pernambuco para mim, já era uma grande vitória”, declara a diretora.

O curta-metragem é baseado em uma lenda urbana que possui versões em cada região do Brasil. A cuiabana foi inspirada por uma história de uma moça que ia a bailes de carnaval no Clube Feminino, na década de 1940. Sempre mascarada, seduzindo os homens, mas acaba desaparecendo em frente ao Cemitério da Piedade. “É baseado nesta história que ouvi, mas com uma releitura contemporânea. A atriz Mariana Badan foi uma grande revelação para mim, além de atuar, também canta, compõe”. Também no elenco, está o artista Felipe Ribeiro, cujo personagem faz par romântico com Mariana.

Jazigo foi reconstituído em estúdio pela diretora de arte
Para receber 100 figurantes e como set de gravação, a Praça da Mandioca recebeu iluminação e decoração especial

Ela se alegra de ter contado também, com a experiência da diretora de arte Rachel Olesksy, produtora de Curitiba, que somou ao Box de Curtas, em especial, ao projeto do curta-metragem de Samantha.

“Este é o segundo prêmio que ela leva. Foi premiada na Mostra do Sesc também. Acho que o trabalho que desenvolveu na recriação e reconstituição dos cenários chama a atenção. Ainda mais com o desafio de trabalhar os cenários. Todas as cenas foram gravadas de noite e isso exigia muito cuidado com a iluminação, fora o clima de magia. Ela soube contornar muito bem estes desafios”, avalia Samantha.

Os dois prêmios deixaram a diretora bastante otimista, ainda mais que o filme foi selecionado em nove festivais até agora. “Foram seis nacionais e três internacionais, na Itália, Índia e Romênia. Espero que até o fim do ano tenhamos ainda mais boas notícias para contar”. Atualmente ela trabalha na produção de novos projetos.

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