Cursinho presencial ou estudar pela internet? Listamos os prós e contras

Ensino online ganhou força com a pandemia, mas será que vale para todo mundo?

Imagem Ilustrativa (Foto: FreePik)

O estudo “Expectativas do Ensino no Brasil”, do instituto de pesquisas Minds & Hearts, indicou que somente 8% dos estudantes brasileiros entrevistados já usufruiam de aulas remotas antes da pandemia. Após a crise sanitária, esse percentual subiu e muito! 47% dos estudantes passaram a ter cursos online, 17% por vídeo-aula, 16% por ambas as formas e 3% experimentaram aulas híbridas.

“Muitos jovens puderam experimentar a modalidade de ensino online e perceberam, na prática, que é possível, sim, aprender sem ser dentro de uma sala de aula”, comenta Daniel Ferretto, maior influenciador de Matemática da América Latina e criador da plataforma de estudos Professor Ferretto.

Na visão dele, os cursos preparatórios pela internet são uma alternativa para quem não consegue arcar com o custo de um cursinho tradicional, além de oferecerem outras vantagens.

1. Custo x benefício

As plataformas de ensino online costumam ter preços mais acessíveis, já que não precisam de um espaço físico que comporte um número determinado de alunos.

“É possível oferecer educação acessível sem perder a qualidade de ensino. Por trabalhar com turmas pequenas, devido à limitação física de uma sala de aula, obviamente o ensino tradicional é bem mais caro”, comenta o influenciador.

2. Comodidade

Além do valor reduzido, muitos optam por estudar de casa por ser mais confortável e prático, além de não precisarem se deslocar até a unidade mais próxima de um cursinho tradicional.

“O aluno economiza tempo, pois não precisa se organizar para sair de casa em um determinado horário, chegar até o local de aula, e retornar para casa. Todo esse tempo gasto em deslocamento e preparação pode ser direcionado para os estudos, em casa”.

3. Interação com outros estudantes

Nesse quesito, o modelo tradicional leva vantagem, pois, por mais que seja possível interagir virtualmente, não é a mesma coisa que o contato “olho no olho”.

“Na nossa plataforma, tentamos solucionar esse gap oferecendo acesso irrestrito à comunidade de alunos, na qual os estudantes podem trocar ideias, debater conteúdos e interagir. Mas, de fato, não se compara à convivência e ao contato proporcionado no presencial”, diz.

4. Estudar de qualquer local

O modelo online permite que os alunos acessem a plataforma de onde estiverem, desde que tenham uma boa conexão de internet. “O estudante consegue aproveitar qualquer intervalo para assistir a uma aula ou revisar um conteúdo específico, seja na fila do banco, no ônibus ou no uber, por exemplo”, sugere Ferretto.

Mas ele faz uma ressalva: de nada adianta um vasto volume de conteúdo estar à disposição se o aluno não souber aproveitar. “É preciso tirar proveito desses momentos do dia que permitem estudar, nem que seja por 15 ou 20 minutos. O conteúdo está todo lá, mas é preciso que o aluno tenha disciplina e faça sua parte”.

5. Maior autonomia

Por meio das plataformas online, os alunos ganham mais autonomia para aprender da maneira mais adequada ao seu perfil, diferentemente do modelo presencial. “O estudante organiza e faz a gestão de seu próprio plano de estudos, sem depender da grade e do que o professor decide apresentar naquele dia”.

No entanto, novamente a disciplina e o bom senso do aluno são fundamentais. “É preciso traçar um cronograma equilibrado, que contemple todas as disciplinas, e seguir aquilo que foi planejado. Esse é um risco que se corre ao estudar pela internet, o aluno precisa estudar de tudo, não deixar de lado as matérias que não gosta ou que têm mais dificuldade”.

6. Horários mais flexíveis

No caso do ensino online, como as aulas ficam gravadas, os alunos não precisam se adequar a uma grade horária fixa, seguindo uma rotina menos “engessada”. “Cada um pode fazer seu planejamento como preferir, e pode alternar os estudos entre um dia e outro, dividindo as disciplinas da forma como fizer mais sentido para si”.

No entanto, há alunos que relatam ter dificuldade em estudar pela internet porque não conseguem se auto gerir e organizar o que deveriam estudar, de forma que faça sentido e seja encaixado ao longo do dia.

“Muitas vezes, quem está começando a estudar online acaba enfrentando esse tipo de dificuldade. Para a maioria dos alunos, uma vez que esteja familiarizado, o modelo funciona”, conclui o influenciador.

(Da Assessoria)

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