Cuiabanos diminuem ritmo de endividamento e inadimplência em agosto

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) apresentou o segundo recuo consecutivo e atingiu 69,8%

Imagem Ilustrativa (Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

A crise econômica provocada pela Covid-19 parece ter perdido força e não tem mais afetado tanto o bolso das famílias cuiabanas. A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada no mês de agosto pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e divulgada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT), apresentou o segundo recuo consecutivo e atingiu 69,8%.

O patamar atual é 4,9 pontos percentuais menor do que o registrado em junho de 2020 (74,7%), período em que a pesquisa apresentou o maior resultado desde o início da pandemia. Na comparação anual, o índice está 5,1 pontos percentuais maior do que o verificado em agosto de 2019 (64,7%).

“O auxílio do governo federal contribuiu, positivamente, para a recuperação do consumo, auxiliando no pagamento de despesas dos cuiabanos”, disse o presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior.

O uso do cartão de crédito lidera como principal tipo de dívida das famílias, com 68,2%, uma queda na comparação com o mesmo período do ano passado (71,7%). Os carnês aparecem em segundo, com 34,8%, e, em terceiro, o financiamento de carro, com 8,1%.

Inadimplência

Com relação ao número de endividados com contas em atraso e que, portanto, tornaram-se inadimplentes, o ritmo também foi de queda, saindo de 42,4% registrado em junho, passando para 41,5% no mês seguinte, até aos atuais 38,1% em agosto. No entanto, o percentual ainda é maior se comparado a agosto do ano passado, quando atingia 31,9% das famílias.

Já sobre a parcela daquelas que declararam que não terão condições de pagar as dívidas, a queda foi menor no mesmo período, de 17,2% em junho, para 17,1% em julho e, agora, com 15,7%. Este resultado é o único inferior na comparação anual da pesquisa, quando, em agosto de 2019, o percentual estava em 15,9%.

Capacidade de pagamento

A parcela da renda comprometida com dívidas também acompanhou o ritmo de queda dos últimos meses, de 25,3% em junho – maior patamar no ano –, para 24,3% em julho e 23,5% em agosto, se aproximando do valor registrado no mesmo período do ano passado, que foi de 22,8%.

(Da Assessoria)

Use este espaço apenas para a comunicação de erros





Aceito que meu nome seja creditado em possíveis erratas.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anteriorSema multa Usina Hidrelétrica de Sinop em R$ 36 milhões
Próximo artigoConvite a Michele