Cuiabanos controlaram mais os gastos neste primeiro semestre

Famílias têm comprometido menos de 30% de suas rendas com dívidas, o que é considerado "aceitável" por especialistas

(Foto: Pixabay)

No primeiro semestre deste ano, os cuiabanos conseguiram controlar mais os gastos. Pelo menos, é o que aponta a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic).

O levantamento realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) em parceria com o Instituto de Pesquisa da Fecomércio-MT (IPF-MT) mostra que 73% das famílias na Capital possuem contas parceladas.

É um pouco mais do que o registrado em janeiro (72,7%), mas menos que o verificado no mesmo período do ano passado (74,7%).

Já o número de famílias inadimplente – ou seja, que atrasaram ou não pagaram as contas – teve queda. Entre as que disseram estar com contas em atraso, a redução foi de dois pontos percentuais: passou de 35,5% para 33,5%.

A mesma retração foi observada nas famílias que alegaram não ter condições de quitá-las. Passou de 11,7% em janeiro para 9,7% em junho.

E a variação negativa é ainda maior no comparativo anual para as duas situações. Em junho do ano passado, 42,4% das famílias tinham contas atrasadas e 17,2% não tinham como quitá-las.

Recuperação econômica

Para o presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, os dados mostram uma recuperação gradual da economia. Ele lembra que empresários já têm mais expectativa de fazer novas contratações e que o PIB vem registrando aumento.

“Essa recuperação vai contribuir para os melhores índices de endividamento e inadimplência dos consumidores”.

Os números de Mato Grosso se assemelham à média nacional. 

O cartão de crédito continua sendo o principal tipo de dívida. Cerca de 70% das famílias têm débitos desse tipo. Em seguida, aparecem os boletos (38,9%).

As famílias que recebem até 10 salários mínimos puxaram para baixo o uso do cartão (69,2%), enquanto às que recebem acima de 10 salários aumentaram o uso, totalizando 85,4%.

Com relação à parcela da renda familiar comprometida com dívida, a pesquisa mostra que os cuiabanos gastam 24,3% de seus orçamentos. Em janeiro, esse percentual era de 22% e, em junho do ano passado, era de 25%.

Em ambas as datas, a situação é considerável aceitável por não ultrapassar os 30% da renda da família.

(Com Assessoria)

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