Cuiabano consegue aprovação em sete universidades dos EUA; a UCLA foi a escolhida

O jovem optou por programa que possibilita a oportunidade de cursar o 'high scool' americano em Cuiabá mesmo. Agora, ele parte para voos mais altos

Guilherme parte para a UCLA, nos EUA. O pai está orgulhoso!

Conseguir aprovação nas principais universidades do país é um sonho de todo estudante, mas o jovem cuiabano, Guilherme Toyota Carlos de Oliveira foi muito além. Ele garantiu a aprovação em sete universidades dos Estados Unidos, dentre elas a Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA). Fundada em 1919, está entre as melhores universidades do mundo e é referência em Ciências da Computação – curso em que optou por fazer.

Desde o 7º ano do Ensino Fundamental, Guilherme já demonstrava interesse em cursar uma faculdade fora do país. Foi em busca de informações e na 2ª série do Ensino Médio tomou a decisão que fez com que mudasse toda sua rotina de estudos.

O médico Rubens Carlos de Oliveira Junior, pai de Guilherme, conta que desde o início a família o apoiou e conta que o jovem sempre foi muito dedicado e focado. Ele acredita que isto foi fundamental para o sucesso nas aprovações. “Eu e a mãe dele, a Carla, demos o apoio necessário desde o primeiro momento. Filhos vem em nossas vidas para que possamos conduzi-los e agora é a vez de ele conduzir sua própria vida. É uma felicidade enorme para gente, como pais, ver que o objetivo dele foi alcançado”, relata.

Para sanar as dúvidas que surgiam em relação aos processos seletivos, documentos e os passos que precisava seguir dali para frente, ele buscou apoio da instituição onde estudou boa parte da sua vida escolar. Foi por meio do High School, programa oferecido pelo Maxi que permite o aluno se formar no Ensino Médio com dois diplomas: brasileiro e americano, que Guilherme sentiu segurança e percebeu que o sonho poderia se tornar realidade. Ele passou a contar com aulas em inglês com professores nativos desde o 9° ano do Ensino Fundamental II e cursou disciplinas que completaram o currículo brasileiro.

“A ideia definitiva de estudar fora foi início do Ensino Médio, antes era algo que só passava na minha mente, mas por causa do High School e a coordenadora do programa que me mostrou que não era tão difícil, resolvi seguir os passos, procurar informações e defini que era isso que eu queria mesmo. Falei com meus pais e comecei a me dedicar”, conta Guilherme.

Para Daniele Hounsell Breier, coordenadora do programa, o resultado conquistado por Guilherme foi extraordinário, mas isso deve-se também à sua força de vontade e determinação. “As universidades avaliam o aluno em diferentes aspectos, suas notas, seu desempenho em atividades extracurriculares e trabalho voluntario. Ele precisa se preparar adequadamente para aumentar as suas chances”, explica.

A possibilidade de realizar o High School em Cuiabá, próximo da família, também é outro fator que auxiliou o aluno a garantir seus objetivos. “Foi muito importante pela garantia da sustentabilidade familiar, eu e Carla, que é uma mãe maravilhosa, pudemos dar suporte para ele alcançar sua meta”, afirma o pai.

Para Guilherme, sem o programa escolar a ideia de se preparar para estudar fora teria sido considerada tarde demais. “Foi o High School que ajudou a me organizar e ver que eu poderia fazer isso desde o início do Ensino Médio”, comenta.

Provas diferenciadas

O adolescente conta um pouco sobre como foi a preparação e buscar informações é fundamental porque o processo seletivo é completamente diferente do brasileiro. “São provas diferentes, temos que aprender a fazê-las de maneira diferentes, são muito mais rápidas, seletivas. Foi preciso mudar totalmente o estudo, o jeito de fazer as provas e buscar muitas informações”, relatou.

Guilherme explicou também que cada universidade tem suas particularidades na seletiva, mas em geral são necessárias a realização de duas provas, uma no modelo do Enem no Brasil e outra referente à proficiência, redações sobre sua personalidade, o que faz fora da faculdade.

Aliás, vale ressaltar que serviços voluntários contam pontos também, algo que no Brasil ainda não se estimula muito. Guilherme conta que chegou a fazer algumas ações e ressalta a importância destes trabalhos para as faculdades americanas.

Sobre a expectativa de uma vida fora do Brasil e longe dos pais, o estudante é decidido: “foi algo que me preparei desde quando eu decidi que era isso que eu queria”. Para o pai, a intenção da família é que eles possam visitá-lo com máximo de frequência possível e dar todo o suporte necessário para que ele fique bem por lá.

Já sobre os planos para o futuro, o jovem mais uma vez demonstra sua determinação e diz que a ideia é se manter nos Estados Unidos, conseguir visto de trabalho e mesmo sabendo da concorrência e competitividade afirma: “acredito que se eu me dedicar, eu consigo”. Sobre a área de atuação, demonstra interesse pela vida acadêmica, mas também em atuar no desenvolvimento de softwares e aplicativos.

Além da UCLA, escolhida por Guilherme para cursar Ciências da Computação, ele também foi aprovado nas American University – Washington DC, Oregon State University, Purdue University, Ohio State University, University of California Irvine, University of South Florida, onde conquistou uma bolsa de estudos de 90%.

Para o diretor geral do Colégio Maxi, professor Leão, a determinação de Guilherme foi fator decisivo. “O aluno pode até tomar a decisão de cursar faculdade fora do país no fim da 3ª série do Ensino Médio, mas quando é feita antecipadamente, o caminho a ser trilhado é mais seguro”, afirma.

A diretora de Orientação Educacional, Jaqueline de Vecchi Seviero, completa ainda; “é uma decisão de projeto de vida. Ele decidiu desde cedo e isto fez com que ele tivesse tempo para se preparar”.

Aconselhamento

Além da possibilidade de se formar no High School, o Colégio Maxi fechou uma parceria com a Best Intercâmbio e a Gold Tassel que oferece o aconselhamento e auxílio aos alunos para facilitar no processo de aprovação nas universidades estrangeiras, que vão desde a organização de documentos até cumprimento dos prazos para inscrições.

O acompanhamento continua mesmo depois da inscrição para garantir que o aluno entregue toda documentação necessária para cursar a faculdade, garantir vaga no alojamento e todas as outras necessidades do jovem no país.

(Com assessoria)

Use este espaço apenas para a comunicação de erros





Aceito que meu nome seja creditado em possíveis erratas.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anteriorNetanyahu obtém vitória nas eleições em Israel
Próximo artigoAprosoja-MT cobra revisão na destinação de recursos do Fethab