Cuiabá tem 3ª pior nota em estudo sobre condições de calçadas e ruas

Em outras palavras, Cuiabá é uma das cidades que apresentam baixa "caminhabilidade"

Nenhuma Capital brasileira apresenta condições adequadas para circulação de pedestres e cadeirantes nas calçadas, ruas e faixas de travessia. A constatação é do estudo Campanha Calçadas do Brasil 2019, divulgado pela Mobilize Brasil, em São Paulo.

Cuiabá ocupa a terceira posição dentre as Capitais que tiveram a pior classificação. Recebeu nota 4,79. Belém está em primeiro, com 4,52, seguida por Fortaleza, com 4,53. A Capital mais bem analisada nesses critérios foi São Paulo.

O estudo avaliou a condição das calçadas, da sinalização para os pedestres, o conforto e a segurança para quem caminha nos entornos de edificações públicas.

O levantamento mostra que, em maior ou menor medida, quem precisa caminhar nas Capitais do país acaba encontrando calçadas estreitas, buracos, degraus, postes, faixas de travessia apagadas, semáforos ausentes ou deficientes, ambientes agressivos e poluídos e nenhum local para descanso em dias de calor ou chuva.

Em outras palavras, as cidades brasileiras apresentam baixa “caminhabilidade”.

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

 

Segundo Marcos de Sousa, um dos coordenadores da campanha, os resultados mostraram que “as sedes das Câmaras Municipais, as sedes das prefeituras, ou os edifícios onde está o centro do poder, são bem tratados. Os hospitais, creches, escolas e centros de saúde são os locais em que encontramos as piores condições possíveis”.

A média nacional, que ficou em 5,71, é considerada baixa, já que os critérios do estudo estabeleciam que o mínimo aceitável seria a nota 8, em uma escala de zero a dez.

Todos os lugares avaliados na pesquisa eram de responsabilidade direta dos governos, em seus três níveis. “Se os governantes não cumprem as leis e normas, como esperar que o morador zele por sua calçada?”, questionou Ricky Ribeiro, diretor do Mobilize Brasil.

“O estudo mostrou, de forma geral, que não existe uma política nacional de mobilidade urbana que, teoricamente, daria prioridade ao pedestre ou ao ciclista”, acrescentou Sousa.

“O que a gente vê na prática é que em raríssimos locais a acessibilidade é concreta. O que vemos são trechos pequenos na frente dos edifícios públicos que têm boas condições de caminhabilidade, mas a pessoa, para chegar até ali, tem que percorrer longos trechos passando por buracos, degraus ou ao lado de postes.”

O relatório completo pode ser acessado em clicando aqui.

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