Cuiabá tem 35 “Maracanãs” na lista de risco de desastre ambiental

Bairros que correm mais risco estão em regiões de periferia e podem ser atingido por enxurradas em dias de chuvas intensa

Cuiabá tem cerca de 20 mil pessoas morando em áreas de risco de enchente, alagamento e até enxurrada. Elas estão distribuídas por 700 hectares da Capital. Regiões que têm, ao menos, cinco pontos mais críticos próximos a córregos.

Em miúdos, o tamanho da área de risco mais alto corresponde a 35 campos do Maracanã, que mede 200 mil metros quadrados. Um hectare equivale 10 mil metros.

“São áreas cujo maior risco é a enxurrada, que pode chegar de repente, não haver tempo para sair do local. Quando a chuva na cabeceira de córregos próximos a essas áreas é muito forte, nós entramos em alerta”, disse o coordenador da Defesa Civil de Cuiabá, Paulo Selva.

Os bairros Doutor Fábio, Jardim Vitória, Parque Georgia, Residencial Coxipó e São Gonçalo são exemplos de área com risco elevado de desastre ambiental.

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No total, 35 córregos cortam Cuiabá. Todos estão na lista de agentes ambientais de perigo de desastre natural em época de chuvas intensas. Porém, a maioria tem classificação de risco mais baixa, como alagamento e enchente.

Os três córregos com mais chances de sair do controle são o do Barbado, Getúlio Vargas e Três Barras.

Previsão do tempo

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê alerta amarelo para Cuiabá por causa da previsão da quantidade de chuvas nesta semana.

Até o próximo domingo (16), há chances de 80% de chuva diária na Capital, apesar do calor intenso, com máxima de 32ºC.

Elas devem cair, principalmente, no início da tarde, entre meio-dia e as 13h, horários em que probabilidade atinge os 80%.

Pela manhã, a probabilidade varia entre 24% e 35%, com chances de chuva às 4h e às 10h.

Médias históricas

As chuvas intensas ocorrem em Cuiabá entre janeiro e março, intervalo em que a média de água fica mais propícia a ultrapassar os limites históricos e causar desastre.

Até a noite dessa segunda-feira (10), a medida feita pela Defesa Civil apontava para índice abaixo do esperado.

Por enquanto, choveu menos do que se esperava para o período do ano (Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

O acumulado em fevereiro chegou a 120 milímetros de chuva, em comparação com a média histórica de 210 milímetros, registrada nos últimos 10 anos.

Em janeiro, o nível teve a mesma proporção. A média histórica para mês é 220 milímetros.

Mas, a tendência, de acordo com a Defesa Civil, é que fevereiro ainda chegue à média dos últimos anos.

“Estamos no 10° dia do mês e é bem provável que atinjamos essa meta pelo monitoramento que estamos fazendo. Com isso, conseguimos alertar à população, principalmente os ribeirinhos e àqueles que vivem em áreas de risco”, disse o coordenador Paulo Selva.

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