Cuiabá paga R$ 1 milhão ao mês para administradora de estoque de medicamentos

Vereador diz que contrato foi assinado em março de 2020, com responsabilidade de apresentar relatórios a cada 15 dias

(Foto: Divulgação)

A administração do Centro de Distribuição de Medicamentos e Insumos de Cuiabá (CDMIC) custa R$ 1 milhão ao mês para a prefeitura. O contrato foi assinado com a empresa Norge Pharma, em março de 2020. 

A informação foi levantada pelo vereador Tenente-coronel Paccola (Cidadania) após a fiscalização, no último fim de semana, que encontrou dezenas de caixa de remédios vencidos ou com a data prestes a expirar. 

Segundo ele, algumas embalagens indicam data de vencimento em agosto do ano passado, mas pode haver prazo mais longo. E existem indícios de que a informação sobre o problema no estoque pode ter sido repassada à Secretaria de Saúde do município há meses. 

“O contrato da Norge Pharma estabelece que seja apresentado relatório quinzenal, com informação de quais e quantos medicamentos estão sendo usados e se houver mudança por que a mudança ocorreu. Isso indica que o problema podia ter sido corrigido, mesmo no contexto da pandemia, ou os medicamentos poderiam ter sido doados para outros municípios, ou se negociar outra coisa para evitar desperdício”, disse o vereador. 

Medicamentos em processo de descarte

Os vereadores que vistoriaram o centro de distribuição não têm estimativa de quantos medicamentos já estavam em processo de descarte. Mas dados parciais apontam que o prejuízo pode ser grande. 

Eles dizem que encontraram mais de 20 mil fracos de antibióticos e embalagens de Ambisome, cujo preço da ampola no mercado está em média de R$ 2,4 mil. Além desses, havia dipirona, parecetamol e produtos indicados para tratamento da covid-19. 

A Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) foi acionada para levantar a quantidade de remédios vencidos e averiguar contratos. 

A Câmara dos Vereadores avalia chamar a secretária Ozenira Félix para explicar a administração do estoque de medicamento.

Outro lado

A Prefeitura de Cuiabá foi procurada para comentar sobre o contrato e se a empresa já havia informado sobre o vencimentos dos remédios, mas até o momento não houve resposta.

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