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Cidades

Cuiabá já sofre com a falta de gás; água mineral já não chega às revendedoras

Foto de Lidiane Barros
Lidiane Barros

Grandes distribuidoras de gás de cozinha da Baixada Cuiabana já não têm mais estoque desde a sexta-feira (25). De outro lado, algumas marcas de água mineral, com a Puríssima e Prisma, já não chegam mais à cidade e são poucos os pontos de revenda que ainda têm o produto.

No caso do gás, grandes distribuidoras, como a Chama Gás, reduziram o horário do expediente administrativo e os funcionários passam o dia atendendo os chamados dos clientes para atualizar a situação. A grande central instalada no Jardim Glória, em Várzea Grande, abastece revendedoras de todos os bairros da cidade vizinha e em alguns bairros de Cuiabá, como Pedra 90, Beira Rio, Santa Helena, Verdão e Parque Cuiabá.

A atendente Arilene Neri, da filial localizada na rua Asa Branca, no Recanto dos Pássaros, conta que se fosse contabilizar pelo número de chamadas, venderiam centenas de botijões diariamente. “Só nesta manhã já teríamos vendido uns 200. As ligações não param, é gente de todo canto da cidade que está à procura”.

Segundo ela, não há previsão de reabastecimento, pois as carretas que armazenam o gás não estão chegando à Copagaz, no Distrito Industrial. “Depois de envasado, segue para a base, na Várzea Grande e só então os pontos de revenda recebem o produto”, explica.

Em outro ponto, que revende gás para vários bairros do Coxipó, na filial da Copagaz localizada na avenida Arquimedes Pereira Lima, o último botijão também foi vendido na sexta-feira. A distribuidora atende bairros do entorno, como Boa Esperança, Jardim das Américas, Santa Cruz e Jardim Petrópolis.

A falta do produto não impacta apenas nas residências: proprietários de bares e restaurantes da Capital já estão em alerta, pois o estoque de botijão já está no fim. Muitos pratos são feitos em fogões industriais. Alguns proprietários de estabelecimentos, como a pizzaria Nossa Pizza, calcula que só haja estoque até a quarta-feira.

A Polícia Rodoviária Federal que tem realizado escolta de caminhões com combustível, afirmou por meio de assessoria, que não há previsão de escoltar carretas que transportem gás.

Água

Responsável pela distribuição das marcas de água mineral Puríssima e Prisma, o empresário Márcio Santiago conta que os caminhões que carregam os garrafões vazios de água para abastecimento na Indústria instalada no município de Dom Aquino permanecem enfileirados na BR-364, sem ter ao menos chegado até lá.

Segundo Márcio, além dele, há outras três grandes empresas responsáveis pela distribuição a outras regiões da cidade. “Todos estão com problemas de abastecimento. No nosso caso, atendemos os bairros da região da Grande Morada da Serra, incluindo, outros do entorno, como Consil, Lixeira, Bosque da Saúde e Miguel Sutil. E é certo, não há previsão de abastecimento”.

Mesmo operando com equipe e equipe reduzida, com faturamento menor – ainda não estimado – ele se diz a favor da greve dos caminhoneiros. “Nós os apoiamos, porque além de buscarem melhorias nas condições de trabalho e redução de custos para manutenção, eles tentam reduzir o valor do frete, que para a gente vem agregado à água. Tanto nós, quanto os consumidores, acabamos pagando mais caro. Agora, teremos que ser pacientes e aguardar”.

 

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