Cuiabá ganha ares circenses e recebe Teatro do Concreto

Confira a programação do maior festival de artes cênicas na cidade, nesta terça e quinta-feira (17)

A capital continua em ritmo giratório e a semana segue com mais cinco espetáculos voltados para todos os públicos e idades. De terça até quinta-feira (17), atrações de diferentes regiões do país tomam conta do Sesc Arsenal e transcendem a unidade para outros espaços da cidade. São vários os formatos e gêneros, reunindo temáticas circenses e inserindo os cuiabanos na experiência itinerante do grupo Teatro do Concreto.

Nesta terça-feira (15), serão duas peças. A primeira, espetáculo paulista Clake, do Circo Amarillo, chega ao Centro Histórico, na Praça da República, às 17h, com arrecadação de 2 litros de leite UTH. Com classificação livre, a peça evidencia o trabalho da dupla Esteban Hetsch e Pablo Nordio como palhaços excêntricos e musicais.

Espetáculo “Clake”, com Circo Amarillo (SP)

A peça combina sequências de gags clássicas – efeitos cômicos – com a linguagem contemporânea, resultando em uma palhaçaria física e musical. “Uma interessante experiência de sonoridades e circo que diverte o público de todas as idades”, garante a sinopse.

Logo após, no Salão Social do Sesc Arsenal, a peça da atriz Flávia Pinheiro, de Pernambuco, investiga a urgência de permanecer em movimento como um procedimento de sobrevivência, às 20h. Como Manter-Se Vivo?,  é um questionamento de como nos relacionamos com a imaterialidade e a certeza da nossa impermanência.

Espetáculo “Como Manter-Se Vivo?”, com Flávia Pinheiro (PE)

“Como continuar em movimento? Como resistir ao desequilíbrio e à instabilidade da existência? Como persistir no tempo? A certeza é de que este momento nunca mais vai se repetir e que talvez fosse melhor se não estivéssemos aqui”, diz a sinopse. A entrada tem classificação livre, com entrada a 2 litros de leite UTH.

Quinta-feira (16) é a vez do renomado Teatro do Concreto desembarcar da capital federal para apresentar seu premiado espetáculo itinerante Entrepartidas, encenando, sobretudo, o efêmero – chegadas e partidas, saudades, desejos, possibilidades, vida e morte. A partir do Sesc Arsenal, às 19h, o enredo propõe uma viagem pela cidade como pretexto para “viajar pelas ruas de si mesmo”.

Espetáculo “Entrepartidas”, com Teatro do Concreto (DF)

Vencedor de melhor espetáculo, direção, dramaturgia e ator no Prêmio Sesc do Teatro Candango 2011, a peça é resultado de dois anos de pesquisa do grupo sobre o tema “amor e abandono na sociedade contemporânea”. Os ingressos são limitados a 30 lugares, investimento de 2 litros de leite UTH e classificação indicativa de 16 anos.

“Início da noite, a cidade se move como um complexo organismo. É hora do embarque! O público toma um ônibus e viaja pelas ruas da cidade onde conhece diversos personagens que se equilibram no fio do tempo, lembrando-nos que a vida é feita de encontros e instantes”.

Cia Teatral Turma do Biribinha (AL)

Durante a noite, o público do festival ainda será contemplado por mais duas opções de espetáculos. Quem fica na unidade, assiste a Magia de produzir e dirigir um filme sem elenco e sem dinheiro ou a peça Fauna, ambas às 20h, com entrada também a 2 litros de leite UTH.

O espetáculo da Cia Teatral Turma do Biribinha, de Alagoas, Magia parte da saga do palhaço Biribinha, que é contratado para o desafio e usa velhos truques de mágica aprendidos no circo para fazer o filme e tentar colorir a vida que estava meio sem cor.

“Nesta jornada, ele descobre que é dentro de si, mais precisamente em seu coração, que está a verdadeira fonte da transformação. Descobre que o amor, o riso, a fé e as brincadeiras podem levá-lo a uma jornada cheia de surpresas, divertidos momentos em que o público atua como elenco e o ajuda a vencer este grande desafio”.

Espetáculo “Fauna”, com grupo Quatroloscinco

Já na peça-conversa Fauna, do grupo Quatroloscinco, dois atores convidam o público a explorar a dimensão política dos afetos, onde corpos e discursos se misturam e se confundem para desconstruírem identidades pessoais e coletivas.

Estreado em 2016, a peça rompe a narrativa tradicional, atenuando os limites físicos entre palco e plateia e criando um circuito de situações que levam o espectador para dentro da cena. Referenciada pela obra O circuito dos afetos: corpos políticos, desamparo e o fim do indivíduo, do filósofo Vladimir Safatle, a peça discute temas como violência, desejo, liberdade, confissão e desamparo.

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