Cuiabá deve adotar sistema de lixo subterrâneo a partir de abril

O custo mensal será de R$15 mil, totalizando R$180 mil por ano

Exemplo de lixeira subterrânea na cidade de Presidente Prudente-SP (Foto: Divulgação)

Uma realidade que já existe em outras cidades do Brasil e que deve chegar na capital mato-grossense nos próximos meses é o armazenamento de lixo em contêineres subterrâneos. Pelo menos é o que prevê a nova licitação realizada pela Prefeitura de Cuiabá, que além de contratar uma empresa responsável pela coleta de lixo, também pretende, conforme a viabilidade financeira do município, adotar o modelo de lixo subterrâneo na cidade.

O equipamento é até mesmo difícil de imaginar, mas consiste em um modelo submerso contendo duas aberturas: uma para a coleta seletiva e outra para o lixo não-seletivo. Inicialmente serão lançadas quatro unidades em abril, aniversário de 300 anos de Cuiabá. O custo mensal será de R$ 15 mil, totalizando R$ 180 mil por ano.

Os primeiros contêineres serão construídos na região central da cidade, entre a Praça Alencastro e as ruas Antônio Maria e Ricardo Franco, ambas conhecidas como Calçadão. A escolha destes locais se deu principalmente pelo grande fluxo de pedestres e de veículos.

“É uma região que produz e acumula muito lixo, além de ter a dificuldade de trafegabilidade dos pedestres com este acúmulo. Com esse modelo, o lixo não fica visível e não gera impacto social nenhum”, defende o secretário de Serviços Urbanos, José Roberto Stopa.

Licitação

O contrato no valor total de R$ 39 milhões com a empresa Locar Saneamento Ambiental Ltda. prevê não só a coleta regular de lixo, mas também a coleta seletiva, a coleta fluvial no Rio Cuiabá e a implantação e manutenção dos contêineres subterrâneos.

Entretanto, o secretário de Serviços Urbanos esclarece que apenas para a coleta regular estão previstos R$ 29 milhões. Os demais serviços dependerão da disponibilidade financeira do Executivo Municipal.

Na semana passada, a licitação foi alvo de inquérito no Ministério Público Estadual para investigar uma possível suspeita de direcionamento. Entretanto, a Prefeitura se manifestou assegurando que seguiu todos os procedimentos adotados por lei.

O caso foi instaurado pela 35ª Promotoria de Justiça Especializada em Conta Pública.

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