Cuiabá: aglomeração de casas e prédios eleva temperatura em até 10°C

Pesquisa de mestrando da UFMT aponta que tanto o tipo material usado nas construções quanto a disposição de áreas contribuem para sensação maior de calor

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

A concentração de casas e prédios em alvenaria aumenta em 10°C a temperatura em Cuiabá. As áreas em que há muitas moradias formam um fenômeno chamada de ilha de calor, ou seja, as pessoas nesses locais têm uma sensação maior de temperatura elevada do que em outras regiões. 

A avaliação faz parte um estudo de mestrado divulgada pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Conforme o pesquisador Hugo Vilela Lemos Ferreira, autor do estudo, o resultado saiu do cruzamento de dados sobre a temperatura e distribuição demográfica. 

No centro de Capital tem a maior ocorrência das ilhas de calor. 

“O centro de Cuiabá é uma grande área continuamente edificada e com poucos espaços verdes. Esse alto adensamento de áreas edificadas promove um efeito bola-de-neve na concentração do calor urbano e é o que observamos ali”, disse. 

Segundo ele, além da concentração de casas e prédios, a formação da ilha de calor passa pela composição dos bairros. Fatores como a disposição de ruas, casas, edifícios, vegetação; a organização de cânions urbanos, de quarteirões, e bairros podem fazer o calor ficar concentrado.  

Conforme a UFMT, o trabalho recebeu o prêmio Aziz Nacib Ab’Sáber de melhor dissertação de mestrado entre 2019-2020, promovido pela Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Geografia; e menção honrosa no prêmio Carlos Augusto de Figueiredo Monteiro, 1º Concurso de Melhor Dissertação de Mestrado e Tese de Doutorado em Climatologia Geográfica, promovido pela Associação Brasileira de Climatologia (ABClima).  

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