Lumar Costa da Silva, de 28 anos, acusado de matar a tia, arrancar seu coração e entregar para a filha dela, vai permanecer preso. O juiz Anderson Candiotto, da Primeira Vara Criminal de Sorriso (420 km de Cuiabá), converteu sua prisão em flagrante para prisão preventiva.
Durante audiência de custódia, realizada no dia 3 de julho, o magistrado destacou a “frieza e audácia” do jovem em relação ao crime praticado contra uma pessoa da própria família. Citou ainda que Lumar tem “total desrespeito para com a vida humana”, porque, segundo o próprio acusado, ele tinha a intenção de apagar as luzes da cidade para, assim, matar o maior número de pessoas possível.
Para o magistrado, as evidências apontam que o crime foi premeditado, uma vez que dias antes Lumar teria ameaçado o vizinho com um facão e, por isso, foi expulso da casa da tia. Ainda, considerou que a periculosidade do acusado é acentuada, uma vez que, não bastasse ter assassinado a tia, arrancou seu coração, colocou em uma sacola e o levou para a filha dela, confessando o crime e a ameaçando de morte.
“Este fato, por si só, evidência de que o mesmo solto manifestou intenção de voltar a delinquir, e até mesmo cometer crime mais grave”, disse. “Vislumbra-se, a partir de então, um quadro de extrema reprovabilidade e lesividade ao mais precioso direito do ser humano, que é sua vida”, completou.
Ao negar liberdade ao acusado, Candiotto ainda destacou o impacto que o crime cometido teve na sociedade, com “sérios abalos a ordem pública”.
“Ademais, a conduta praticada pelo detido é uma das mais inquietantes manifestações delituosas existentes na sociedade, sob o aspecto da efetiva perturbação que causa em toda coletividade, sempre acompanhada do terror e sensação de total insegurança”, considerou.
Após ser preso, Lumar foi encaminhado ao Centro de Ressocialização de Sorriso.
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