Críticas a Silval e indefinição de chapa marcam convenção do PPS

Isolado na coligação proporcional, o PPS busca chapa com condições de eleger deputados estaduais

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

A convenção do PPS, realizada na sede do partido no bairro Santa Rosa na manhã deste domingo (5), foi boicotada por diversos pré-candidatos da sigla, insatisfeitos com a formação das chapas de deputado estadual. Revoltados com as manobras que isolaram o partido e deixaram o PPS sem coligação proporcional, muitos boicotaram também a convenção do PSDB, que confirmou a candidatura do governador Pedro Taques (PSDB) à reeleição.

Eles passaram a manhã reunidos e a expectativa dos dirigentes é resolver o imbróglio em uma nova rodada de reuniões nesta tarde. Em função disso, a convenção delegou à executiva a decisão sobre as candidaturas de deputados, e partidos aliados fizeram o mesmo.

“O PPS já deu um braço quando foi feito o chapão para deputado federal. Na chapa de deputados estaduais, o PPS ficou isolado e isso tira a chance de elegermos diversos candidatos”, explicou o médico Werley Peres, pré-candidato a deputado federal.

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Convenção

O pré-candidato a deputado estadual Leonardo de Oliveira chegou à convenção do PPS demonstrando insatisfação, e informou aos militantes que tentariam construir “até o último minuto”. Na sequência, o secretário-geral da sigla, Junior Macagnam “Vitamina”, subiu ao palanque e disse que continuariam a negociação com os aliados. “Vamos continuar conversando para formar a melhor chapa para eleger o maior número de deputados estaduais”, prometeu.

Poucos minutos depois, o presidente regional do partido, Marco Marrafon, chegou ao evento e teve início o ato político. Ao discursar, ao final do evento, ele tentou desfazer o clima tenso e agiu como um showman. Depois de uma abertura com uma música da banda Jota Quest, Marrafon começou seu discurso.

“Quem quer continuar transformando Mato Grosso? Quem quer mais saúde? Segurança? Quem quer renovar a Assembleia Legislativa e a Câmra de deputado federais? Tá ficando bom.”

Conclamando os militantes a ajudarem a melhorar o país, ele citou a nova plataforma do PPS, construída depois da troca de direção do partido, no ano passado, quando ele assumiu a presidência do partido no lugar de Percival Muniz (hoje no PDT). Depois, leu os nomes dos pré-candidatos, pediu aplausos, e informou que continuaria tentando “conversar horizontalmente” para concluir a formação da chapa.

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Críticas a Silval

Antes de Marrafon discursar, o segundo vice-presidente, Werley Peres, havia aproveitado o palanque sua fala para pregar a paz. “Democracia se faz com diálogo. Não é com porrete na mão ou dedo em riste. Democracia se faz na comunhão. Política se faz com construção e não com destruição”, declarou.

Na sequência, Peres criticou a herança recebida por Pedro Taques do governo Silval Barbosa (ex-MDB), o que se repetiu no discurso seguinte. “É muito difícil pegar um estado destruído, mutilado, e reerguer. Vai demorar muito para ficar bom, mas estamos começando. Isso não é feito da noite para o dia. Reconstruir é muito mais difícil que construir”, afirmou.

O primeiro vice-presidente do PPS, Wagner Simplício, elevou ainda mais o tom das críticas. “O ex-governador deveria ver essas eleições através das grades, mas está preso em sua casa. Recebemos um Estado entregue à barbárie, com R$ 1 bilhão que foi roubado do povo no governo passado”, disparou.

Ele ainda ligou Silval à campanha de adversários de Taques. “Essa turma se organizou novamente e coloca novamente a divisão dos cargos como parte da construção política. Já têm nome indicado ao Tribunal de Justiça, ao Tribunal de Contas, para secretarias e até mesmo o ex-governador já indica nomes para o secretariado”, disse.

Depois, criticou o adversário Mauro Mendes, candidato a governador pelo DEM, sem citar nomes. “É fácil vender a ideia de empresário bem-sucedido com subsídios públicos e obras públicas carimbadas. Difícil é ser governante e dizer ‘não’”, alfinetou.

Secretários do governo Taques marcaram presença no evento, como Ciro Gonçalves (Casa Civil), Gustavo Garcia (Segurança Pública), Fausto Freitas (Direitos Humanos) e Marioneide Kliemaschewsk (Educação).

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