Criminosos estão usando o Pix para aplicar golpes. Saiba como evitá-los

Geralmente, objetivo é roubar dados pessoais e bancários dos consumidores

Imagem ilustrativa (Foto: Pixabay)

Trinta sites fraudulentos foram identificados pela empresa de cibersegurança Kaspersky já nas primeiras horas de funcionamento do Pix, o novo sistema de pagamentos instantâneo criado pelo Banco Central e lançado na segunda quinzena de novembro.

Um sinal de que as pessoas precisam ficar atentas para não serem vítimas de grupos criminosos, que buscam informações bancárias e oportunidades para aplicação de outros golpes.

Segundo Junior Sergio Marim, coordenador do curso de Direito da Unic Rondonópolis, há dois tipos principais de golpes: sites falsos, que roubam dados pessoais, e campanhas de disseminação de vírus para infectar celulares ou computadores.

A maioria das tentativas de fraude são ataques de phishing, a famosa “pescaria digital”. Os golpistas buscam manipular os usuários para que passem informações confidenciais. Atualmente, 70% das fraudes são feitas via esse tipo de ataque, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Como se prevenir?

Para Junior, a primeira dica para não cair em golpes ao usar o Pix, é estar logado no aplicativo do banco. É muito importante saber que o cadastro das chaves Pix só pode ser feito com o usuário logado no app ou canais oficiais do banco, fintech ou carteira digital.

O Banco Central diz que o cadastro do número de telefone e e-mail depende de uma validação. A pessoa receberá, por exemplo, um código via SMS ou e-mail que terá que ser digitado no aplicativo da instituição financeira, quando estiver logada.

O especialista também alerta que usuários jamais devem se cadastrar para o Pix através de links recebidos por SMS, WhatsApp ou e-mail. Além disso, não devem  acessar links ou anexos de e-mails suspeitos e têm de estar com o sistema operacional e antivírus sempre atualizados.

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Também é essencial não repassar a outra pessoa nenhum código fornecido por SMS ou imagem de um QR Code enviado para autenticar alguma operação. Na dúvida, fale com seu banco.

Por último, mas não menos importante, o professor frisa: contrariamente ao medo de golpes, fazer o cadastro no Pix é um ótimo jeito de se proteger.

“Isso porque, com a grande quantidade de dados disponíveis na internet, é bem provável que haverá fraudadores que tentarão registrar chaves a partir dos dados de outras pessoas”.

Como funciona o PIX?

O professor esclarece que, diferente do DOC e do TED, o PIX não cobra tarifas de pessoas físicas pelas transações. Uma resolução do BC determinou que o uso será gratuito também para empreendedores individuais, os famosos MEIs.

Haverá, no entanto, duas exceções: poderá haver cobrança de tarifa quando o cliente receber dinheiro para pagamento de venda de produto ou serviço ou quando fizer um PIX presencialmente ou via telefone.

Através dele, o usuário cadastra sua chave e assim seus CPF, e-mail ou telefone substituem os dados bancários na hora do recebimento de dinheiro. Com o Pix, as transferências e pagamentos entre diferentes instituições financeiras são concluídas em até dez segundos, 24 horas por dia e todos os dias do ano, incluindo finais de semana e feriados.

(Com Assessoria)

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