“Crianças não estão fora da escola para brincar em grupo”, alerta infectologista

Mesmo com baixa contaminação elas podem portar o coronavírus sem sintomas e retransmiti-lo a adultos e idosos

(Foto: Arquivo)

Depois de o governo de Mato Grosso anunciar a suspensão das aulas da rede pública de ensino, a UFMT e universidades e escolas particulares endossaram a mobilização. A medida visa evitar aglomerações e evitar contato social, o que impulsionam a rápida disseminação do novo coronavírus.

Mas segundo o infectologista integrado à equipe do Gabinete de Situação do governo – criado para elaborar as medidas de enfrentamento ao vírus em Mato Grosso -, Abdon Salam Khaled Karhawl, é preciso que haja conscientização da população.

Segundo ele, mesmo que a contaminação em crianças seja muito baixa, isso não as impede de carregar o vírus sem apresentar nenhum sintoma. Nesses casos, elas o retransmitem a adultos e idosos. Estes últimos, enquadrados no grupo de risco.

“Se elas foram tiradas da escola, foi para ficarem em casa. Não é para ficar junto dos amigos. Se saiu da escola para aglomerar em outro local, não vai adiantar nada”.

“Avalanche de problemas”

Abdon Salam Khaled Karhawl fez uma alerta sobre isolamento de crianças (Foto: Christiano Antonucci)

Ele explica que a fase da pandemia é muito difícil de controlar e que países que se atrasaram em adotar medidas, acabaram vendo o surto crescer de forma descontrolada.

No caso do Brasil, no entanto, o médico sustentou que as medidas técnicas que estão sendo adotadas são “muito adequadas” para o contexto.

O Brasil foi inserido no cenário do coronavírus há três semanas e que Mato Grosso começa a receber essa situação somente agora.

“Infelizmente, vamos ter que viver essa epidemia, mas para que os efeitos sejam menores, teremos que esperar algumas semanas ou meses”.

Segundo ele, a melhor medida até agora é evitar aglomerações. As grandes, ao máximo. As pequenas, com maiores distâncias entre as pessoas.

Além disso, idosos devem permanecer em casa e só sair para lugares com limitada circulação de pessoas.

Não precisa álcool gel

Ainda de acordo com o médico, embora o uso de álcool gel possa ajudar na higienização das mãos e superfícies, “a falta dele não vai mudar o cenário de risco que estamos enfrentando”.

“Proteja as outras pessoas, fique restrito em casa. Para todos, peço que lavem as mãos. Não fiquem preocupados com álcool gel, no hospital estamos acostumados a lavar as mãos“.

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