“Crianças não desenvolvem forma grave de covid-19”, afirma pediatra

Apesar do aumento de casos do coronavírus em crianças, não há lotação nas UTIs pediátricas de MT

(Foto: Freepik)

“Covid-19 não é doença de criança”, afirma a médica nefropediatra e coordenadora-médica das UTIs Neonatais e Pediátricas do Hospital Estadual Santa Casa, Emmanuela Bortoletto, contestando os boatos sobre lotação dessas unidades.

Segundo levantamento da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), o número de casos letais gerais em crianças diminuiu em 2021, representando 5,8% de ocorrências, até 1º de março, frente a 8,2% contabilizados em 2020.

Em Cuiabá, a única UTI pediátrica pública voltada para Covid-19 está no Hospital e Pronto-Socorro Municipal, que dispõe de 15 leitos.

Segundo Emmanuela, a taxa de ocupação é muito baixa e se dá por crianças co-infectadas.

“As crianças que contraem o vírus e que permanecem nas UTIs são aquelas que haviam sido internadas por outras patologias e que, ao realizar o exame, com teste positivo para covid-19, permanecem no hospital até que a doença diminua. Esse prognóstico é mais reservado às crianças que têm fator de risco”, relata.

No Hospital Estadual Santa Casa de Cuiabá há a enfermaria covid-19 que atende os pequenos que estão infectados.

Infecção e cura

A médica Karina Coutinho, que atua na linha de frente de combate ao vírus, relata que houve um aumento de casos em crianças e que chegou a atender 15 delas com resultado positivo em uma tarde, porém não houve um aumento de internações no mês de março.

“A grande maioria das crianças acaba não necessitando de internação e é tratada em casa”, relata.

Fator de cuidado

O desenvolvimento da Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), decorrente da infecção pelo coronavírus, é um dos fatores para as crianças necessutarem de um tratamento mais demorado.

“Essa inflamação ocorre de 15 a 30 dias pós-infecção por coronavírus e a maioria das crianças se cura”, pontua Emmanuela.

De abril de 2020 até fevereiro desse ano, o Brasil registrou 736 casos de crianças contaminadas que desenvolveram a SIM-P e 46 óbitos devido à síndrome, segundo dados do Ministério da Saúde.

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