Crescem as compras parceladas em Cuiabá no final de ano

CDL diz que aumento indica melhora da situação financeira dos cuiabanos e deve refletir no consumo

(Foto: Reprodução/Internet)

As compras parceladas voltaram a crescer em Cuiabá nas negociações de fim de ano. Balanço da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) mostra que a quantidade de pessoas que esticaram o pagamento, tanto no serviço de cada estabelecimento, quanto no cartão de crédito, ficou 4,4% maior do que no ano passado. 

Os dados divulgados nesta segunda-feira (28) indicam também que o comércio pode superar as vendas do Natal de 2019 se o ritmo se mantiver. Conforme a CDL, até o dia 27 (último domingo) o aumento foi de 2,1% na comparação com o mesmo período de 2019. Na semana que antecedeu o Natal o aumento ficou em 4,4%. 

“É um termômetro importante sobre as vendas de fim de ano, mostra que tivemos um número positivo quanto ao consumo. Mas é importante destacar que apesar do número maior de pessoas com crédito no mercado e dos novos entrantes de bons pagadores, o risco da inadimplência sempre existirá”, disse o superintendente da CDL, Fábio Granja. 

O aumento também é visto como indicação de que situação financeira dos cuiabanos melhorou, com a redução da inadimplência e o retorno de parte dos consumidores acostumados a esse tipo de compra ao serviço. 

A CDL Cuiabá avalia que com a concessão de crédito ficou ainda mais segura e isso tem possibilitado novos entrantes que antes não conseguiam comprovar o bom histórico de pagamentos.  

A estimativa é que aproximadamente 20 milhões de brasileiros considerados bons pagadores e que não tinham crédito no mercado entram no serviço nos últiimos dois anos. 

Segundo Granja, o risco de inadimplência vem da falta de planejamento financeira para as contas do início de ano, como matriculas e materiais escolares e vencimento de IPVA e IPTU.   

“Quem compromete mais de 30% da renda familiar com prestações acumuladas, sejam elas através de crediário, cartão ou cheque pré-datado, pode sofrer sérios desarranjos no orçamento, caso haja uma situação emergencial”, pontua. 

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