CPI da Covid no Senado vai avaliar contratos de R$ 7 milhões da SES-MT

Mato Grosso foi incluído em pedido de investigação em nova leva de documentos entregues pelo TCU

Gilberto Figueiredo admitiu que a orientação de atendimento somente a sintomas graves não se ajusta ao cenário atual da pandemia em Mato Grosso (Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

A CPI da Covid no Senado recebeu dois contratos da Secretaria de Saúde de Mato Grosso (SES), no valor total de R$ 7 milhões, sobre serviços para assistência na pandemia.  

Os documentos de Mato Grosso foram protocolados no dia 28 de maio pelo Tribunal de Contas da União (TCU), em nova leva de sugestões de investigação por indícios de mau uso de dinheiro transferido a Estados e municípios. 

Os senadores membros da comissão vão avaliar a contratação da SES da Organização Goiana de Terapia Intensiva Ltda para serviços de “gerenciamento técnico, administrativo, recursos humanos, materiais, equipamentos novos, medicamentos e insumos farmacêuticos”, em 2020. 

O primeiro contrato foi fechado no valor de R$ 3,7 milhões e, o segundo, em R$ 3,2 milhões.  

“Gestão pouco eficiente”

O TCU entregou à CPI documentos referentes a contratos de 13 Estados e 36 municípios. Conforme o órgão, as acusações em sua maioria são por indícios de “gestão pouco eficiente”, por exemplo, na contratação emergencial de leitos para atender a demanda de pacientes da covid-19.  

Também são citados pelo TCU possíveis superfaturamentos na compra de equipamentos médicos e irregularidades na contratação de empresas. 

Outro lado 

A nova leva protocolada pelo de Tribunal de Contas da União deverá ser votada pelos membros da CPI da Covid na próxima sessão de avaliação requerimentos e poderá incluir a convocação de governadores e secretários. 

O governo de Mato Grosso informou que, até o momento, não foi oficialmente notificado do assunto, mas “assim que notificado prestará todos os esclarecimentos ao Tribunal de Contas da União”. 

O governador Mauro Mendes foi questionado nessa segunda-feira (31), em coletiva de imprensa, sobre a possibilidade de ser convocado pelos senadores e disse esperar que a investigação não tenha viés político. 

“Eu nunca fiz e nunca pedi pra alguém fazer qualquer coisa de errado em qualquer secretaria. Eu espero que a CPI aja com prudência, com respeito ao cidadão; em momento importante e difícil que o país passa não dá para ficar fazendo muito barulho e depois não produzir resultado”, disse. 

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