Covid em MT: Itanhangá pode entrar em “lockdown”

Prefeito diz que tem pessoas até no corredor das unidades de saúde e os hospitais regionais não têm UTIs disponíveis

O sistema de saúde pública da cidade de Itanhangá (520 km de Cuiabá) entrou em colapso, o que motivou o prefeito Edu Laudi Pascoski (PL) à “apertar os cintos” em relação às medidas de distanciamento social.

Segundo ele, até o final do dia, a prefeitura publicará um novo decreto, no qual haverá algo muito próximo de um lockdown.

Uma minuta do projeto, que circulou pela internet, aponta o estabelecimento de toque de recolher (das 21h às 5h), fechamentos das portas do setor de alimentação – que atenderá apenas via delivery e drive thru – e ainda a redução da circulação de pessoas em mercados e padarias.

Pascoski confirmou que o texto foi elaborado pela prefeitura, porém afirma que não é o definitivo. Ainda falta passar pelo setor jurídico para se fazer os últimos ajustes.

Sem espaço para os doentes

“Eu te desafio a achar uma UTI disponível em qualquer hospital da região Norte”, afirmou o prefeito de Itanhangá, enquanto falava das dificuldades em se tratar os doentes.

Pascoski disse que todas as unidades de saúde estão lotadas, não há hospital ou UTI na cidade e as pessoas precisam ser transportadas para outros lugares. O problema é que os hospitais regionais da região também não têm vagas.

“Tem gente no corredor e estamos fazendo de tudo, mas não tem para onde levar e nem o que fazer. E parece que a população não vê a gravidade”, desabafa.

Painel epidemiológico

Dados do Painel da Covid do Governo do Estado apontam que a cidade de quase 7 mil habitantes teve 6 mortos, apresentando uma taxa de mortos de 89 para cada grupo de 10 mil habitantes.

 

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