Covid-19: Várzea Grande tem fila de até 10 horas para atendimento

Secretário municipal diz que não adianta recorrer a hospitais particulares e que um de campanha não ajudaria: faltam profissionais

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

A fila para o atendimento de pacientes com suspeita de covid-19 em Várzea Grande (região metropolitana) pode chegar a 10 horas de espera. A informação é do próprio secretário municipal de Saúde, Diogénes Marcondes.

Vai encontrar fila pagando ou de graça. A lotação está tanto no sistema público quanto no privado. E se precisar de atendimento, vai encontrar fila de 6h, 8h e até 10 horas. Quem chegar, vai ter que esperar sem poder. É uma situação muito complicada“, ele reconheceu.

Em se tratando de números, Várzea Grande é o terceiro município do Estado com o maior número de pacientes com covid-19.

Desde o início da pandemia, foram registrados 968 casos. Desses, 715 continuam sendo monitorados, ou seja, só 156 pessoas se curaram até agora. O município soma 97 vitimais fatais.

Atualmente, a cidade cumpre quarentena obrigatória por determinação da Justiça. Antes disso, comércio e os estabelecimentos em geral estavam autorizados pela prefeitura a funcionar.

Hospital de campanha resolve?

Segundo Diogénes Marcondes, em março, o município chegou a solicitar ao Exército Brasileiro a construção de um hospital de campanha. À época, a resposta foi de que o Sudeste do país seria priorizado, em função da dimensão da pandemia em Estados como Rio de Janeiro e São Paulo.

Somente quando as situações nesses locais estivessem contidas, outras regiões do país seriam atendidas.

Para o secretário, entretanto, a construção de novos hospitais resolve apenas parte do problema. É que, segundo Diogénes, novos leitos de UTI demandariam profissionais a mais.

Não estamos encontrando servidores para tocar o que nós temos. Imagina se abrirmos um hospital maior? O Hospital Metropolitano está com dificuldade para encontrar funcionários. A situação se estende para UPAs, Unidades Básicas”, afirma.

Nesta sexta-feira (26), em nota, o governo de Mato Grosso também reconheceu essa dificuldade e apontou que ela é um dos motivos que levam o Estado a decretar que a situação chegou a um patamar crítico.

A conta para a contratação de mais pessoas considera, por exemplo, a necessidade de médicos intensivistas nos leitos de UTI. De acordo com o secretário, a cada 10 leitos, são necessários 7 médicos com essa especialidade por semana.

“No início da pandemia, achei que as mazelas, as fragilidades do SUS seriam multiplicadas por mil. Estava errado. Elas se multiplicaram por dez mil. Resta dizer: que Deus tenha misericórdia de nós“.

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