Covid-19: Teles Pires tem a mais alta taxa de contágio em MT

Estudo da UFMT aponta que região mantive registro acima da média até nos meses em que a curva da primeira onda achatou

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

A região Teles Pires teve a maior incidência de casos da covid-19 no primeiro ano da pandemia em Mato Grosso. A quantidade de casos nos nove municípios da região foi três vezes maior na comparação com a região com menor variação. 

Os dados estão na nota técnica elaborada por pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em análise dos 12 meses de registros diários da covid-19.

A região Araguaia Xingu teve incidência de 3.513 casos para cada 100 mil habitantes. O Teles Pires teve 9.890 casos para o mesmo grupo de pessoas.

Até o começo de março deste ano, os municípios da região somaram 43.920 casos da covid-19. O número só foi superado pela Baixada Cuiabana, com 78.710 doentes. Mas, por ser mais populosa, a taxa de incidência na região da Capital ficou em 7.736/100 mil. 

“Uma característica da covid-19 ao nível regional e municipal é a oscilação da incidência, apresentando acréscimo e decréscimo de um mês para outro. A região Teles Pires tem fugido a esta característica, pois em todo o período há municípios com altas taxas, principalmente após junho de 2020”, pontua a estudo. 

A taxa alta se manteve no Teles Pires mesmo entre setembro e novembro de 2020, quando a curva do contágio achatou em Mato Grosso. Foi o período em que o Estado começou a sair da primeira onda de contágio. 

A região foi a terceira com o maior a quantidade de leitos pactuados entre Estado e municípios para tratamento exclusivo de pacientes da covid-19. O número de leitos de enfermaria e Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) chegou a 71 e teve taxa de 16 leitos para 100 mil habitantes. 

A quantidade só foi mais alta na Baixada Cuiabana, que tinha até a publicação da pesquisa, 258 leitos (taxa de 25,4/100 mil) e no Alto Tapajós, com 25 leitos (23/100 mil). 

A região Teles Pires é composta por Ipiranga do Norte, Itanhangá, Lucas do Rio Verde, Nobres, Nova Mutum, Nova Ubiratã, Santa Rita do Trivelato, Sorriso e Tapurah. 

A nota técnica UFMT foi elaborada pelo Instituto de Saúde Coletiva, pelos departamentos de Matemática e Geografia, e pelo Laboratório de Geotecnologias. 

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