Covid-19: secretário diz que não há “capacidade técnica” para instalar hospitais no interior

"Vamos buscar o paciente em qualquer ponto deste Estado onde possa aterrissar um avião", disse Gilberto Figueiredo

Secretário disse que o primeiro contrato foi firmado com o Hotel Fazenda Mato Grosso (Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo disse nesta segunda-feira (11) que o atendimento a pacientes da covid-19 no interior de Mato Grosso depende da colaboração de médicos e prefeitos no acompanhamento do quadro de contágio.

Ele descartou a instalação de hospitais de campanha em cidades fora das regiões polos por falta de “capacidade técnica”, de equipamentos e profissionais em nível necessário para disponibilizar o serviço especial em pouco tempo.

“Têm regiões em que estamos fazendo um grande esforço para criar leitos de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo), mas por mais que a gente tenha vontade e determinação, falta equipamento. Aqueles prefeitos que neste momento demandam UTI em seu município, têm que nos ajudar a viabilizar. Se lle tiver os equipamentos necessários, nós vamos sentar verificar a disponibilidade médica na região”, disse.

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Disseminação de contágio

Mato Grosso começa a entrar na fase de disseminação do coronavírus para cidades do interior, menos populosas. Essa expansão é uma característica já verificada em outros países e outros Estados brasileiros.

Quase um terço dos 141 municípios havia registrado ao menos um caso confirmado da covid-19 até o último fim de semana. E, conforme o secretário, a tendência é que esse número aumente nas próximas semanas por causa da maior circulação de pessoas.

Briga judicial por equipamentos

Gilberto Figueiredo afirmou que a baixa capacidade técnica hospitalar no país está agravada pelo próprio momento da pandemia do novo coronavírus.

Por exemplo, existe escassez no mercado de equipamentos necessários para o tratamento de pacientes da covid-19 e a má distribuição de profissionais.

Ele citou como exemplo a briga judicial que Mato Grosso trava com a União por 50 ventiladores pulmonares e o envio pelo Ministério da Saúde de 10 leitos para UTI sem esses mesmos equipamentos.

“Sequer podem ser considerados leito de UTI ”, afirmou.

Logística

Segundo o secretário, a logística montada para o transporte de pacientes para os hospitais de referência no tratamento da covid-19 tem utilizado ambulâncias e aeronave adaptada para socorro de emergência.

A definição sobre qual tipo de transporte é utilizado em cada situação tem sido feita com base na avaliação do quadro do paciente e na distância da localização de origem para os hospitais de referência.

“Não existe aquela estrutura ideal, dos sonhos. [Mas] Nós vamos buscar o paciente em qualquer ponto deste Estado onde possa aterrissar um avião. Também faremos de forma terrestre. Nós fizemos aquisição de 44 ambulâncias”, disse.

Ainda conforme o secretário, se a distância for superior a 500 quilômetros, usa-se a aeronave. Contudo, se o quadro for grave, o socorro aéreo poderá ser utilizado para distâncias menores.

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