Covid-19: procurar médico nos primeiros sintomas é fundamental para evitar superlotação

Até esta quarta-feira, 68 pessoas aguardam por vaga em Mato Grosso. Governo pediu ajuda para Estados vizinhos, mas ninguém foi transferido

Imagem Ilustrativa (Foto: Prefeitura de Cuiabá)

Há três dias, Mato Grosso atingiu a ocupação máxima dos leitos de UTI disponíveis para a covid-19. Com 59 pacientes à espera de uma vaga, o governo precisou pedir ajuda para os Estados vizinhos. E, até o momento, nenhum paciente chegou a ser transferido.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), na quarta-feira (10), o número de pessoas à espera de leitos subiu para 68.

Para a médica Suzana Palma, procurar ajuda aos primeiros sintomas da covid-19 pode ser uma arma para evitar a superlotação das unidades.

“As pessoas com sintomas ou que já providenciaram por conta própria o teste, com resultado positivo, devem procurar um médico com urgência, para serem examinadas, obterem a receita adequada e terem o acompanhamento necessário de forma segura”, orienta Palma, que é diretora da Unimed Cuiabá.

Segundo a médica, há uma demora de muitos pacientes em buscar o atendimento médico, mesmo com sintomas. Se o tratamento não foi iniciado o mais breve possível, a doença se agrava e é muito provável a necessidade de hospitalização.

“Neste momento, com hospitais superlotados, sem vaga inclusive nas UTIs, cada um deve estar atento a melhor forma de cuidado para evitar a contaminação em primeiro lugar, e o agravamento da doença”.

Falta de informação?

A falta de informação não é um argumento válido na discussão sobre o aumento de casos. Para a médica, a população foi bombardeada com informações sobre a doença e os cuidados necessários estão a todo momento na internet, na televisão e nos principais meios de comunicação.

O problema observado é a negação e resistência da população.

“O isolamento social, o uso correto de máscaras, higienização das mãos, evitar aglomerações são as medidas que mais funcionam contra a covid-19. O que observamos é que a população não aderiu por completo a essas medidas e houve resistência. Mesmo com alguns sintomas, as pessoas negam a existência da doença”, reflete.

A inércia dos governantes também é apontada pela médica. “Observamos que o Executivo, o Legislativo não encaparam de maneira incisiva políticas públicas para o enfrentamento da doença”, finaliza.

Na rede particular, a Unimed Cuiabá reforçou os serviços remotos de atendimento por telefone e vídeo-chamada. O atendimento gratuito para os clientes pode ser agendado pelo (65) 3319-3500.

(Com Assessoria)

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