Covid-19: MT pode ter novo aumento de casos a partir da próxima semana

Registros oficiais de doentes devem começar a contabilizar as pessoas que foram infectadas nas festas de fim de ano

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Os registros de contágio diário pelo novo coronavírus devem ter uma nova alta em Mato Grosso a partir da próxima semana. Os números serão um reflexo das infecções ocorridas na semana da virada do ano – já na segunda onda da pandemia. 

A projeção é feita pelo professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Moisés Cecconello, responsável pelo compilado de dados que analisam o comportamento da pandemia.

Ele diz que o Estado entrou na segunda onda em meados de novembro, quando fator de contágio voltou a passar de 1. 

“Se esse fator estiver abaixo de 1 significa que a taxa de transmissão do vírus está baixa, quase sem transmissão. Quando está em 1.1 significa que a cada 100 infectados, mais uma pessoa está contaminada. Neste momento, em Mato Grosso o fator está em torno de 1.10, mas ainda não podemos contar os contágios que ocorreram na semana da virada do ano”, ele explica. 

O tempo de percepção de modificação no contágio usado pelo professor é o mesmo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS): de 7 a 15 dias. Segundo a entidade, esse é o intervalo que o vírus leva para se manifestar no organismo, mas já com alguma potencialidade de transmissão. 

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Os boletins epidemiológicos divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) mostram que a contagem diária começou a subir na semana passada. Os registros voltaram a ficar acima de mil casos a cada 24 horas, mesmo patamar registrado entre julho e setembro. 

Na quarta-feira (6), houve um novo recorde. Os casos diários ultrapassaram a faixa de dois mil.  

Ocupação de leitos 

A aceleração pode ser ponderada também pelas taxas de ocupação de leitos exclusivos para pacientes da covid-19 no Sistema Único de Saúde (SUS). O boletim de quinta-feira (7) indicava uma ocupação de 56% dos 403 de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) adulta e 47% das pediátricas (15 leitos). 

Em outubro, quando Mato Grosso passou por um período de taxa de contágio baixo e estável, a ocupação ficou abaixo dos 30%. Os leitos de enfermaria, que hoje estão com ocupação de 28%, chegaram a 16% naquela época. 

Mas, apesar dessa nova onda, que chegou por causa da alteração do comportamento das pessoas, não significa que teremos um índice de mortes em subida também. Nesses meses pandemia, os médicos conseguiram lidar com a doença. Não temos um remédio que garante a cura, mas existe tratamento. Isso não quer dizer que o comportamento pode ser relaxado, é preciso prestar a atenção na ocupação dos leitos”, pontua o professor Cecconello. 

Conforme a SES, Mato Grosso tem 21 hospitais, entre públicos e privados, pactuados para atendimento a pacientes com covid-19, com leitos exclusivos. São 418 de UTI e 876 de enfermaria.

O primeiro departamento de 10 unidades tinha ocupação, até quinta-feira, acima de 60%, patamar considerado de alto risco para um novo colapso. Oito tinham risco médio, entre 30% e 60% de ocupação. 

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