Covid-19: mais de 40% dos pacientes que chegam à UTI não se recuperam

Secretário Gilberto Figueiredo diz que taxa tem relação com erros na orientação repassadas no primeiro contato feito com pacientes, no SUS

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Em Mato Grosso, mais de 40% das pessoas que chegam a ser internadas em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) como pacientes da covid-19 não resistem e morrem. E a taxa pode estar relacionada ao atendimento irregular nos hospitais de atenção básica, como UPAs e policlínicas. 

A informação foi divulgada nesta terça-feira (16) pelo secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo. Segundo ele, a taxa de pacientes graves que não se recuperam do contágio tem oscilado entre 40% e 50% em Mato Grosso. 

O quadro pode ser ilustrado pelo boletim informativo da Secretaria de Estado de Saúde (SES) dessa segunda-feira (15). Até o começo da noite, havia o registro de 223 óbitos (3,5% do total de casos confirmados) e 177 pessoas internadas em UTI exclusiva para a covid-19 (2,7%). 

O secretário afirmou que essa taxa pode estar associada a falhas nas etapas anteriores de contato médico com os pacientes na rede de atenção primária, controlada pelos municípios, antes da entrada nos hospitais de referência.  

Falhas

Gilberto Figueiredo citou que estão sendo repassadas recomendações inadequadas para pessoas com sintomas de covid-19, incluindo a orientação de recuperação de saúde em casa para aquelas já em situação grave. 

“Aí, quando o paciente é encaminhado para o hospital a situação já está muito difícil. Esse negócio de atribuir aos hospitais e aos profissionais de saúde que estão dedicando suas vidas a isso não é muito justo”, disse. 

Ainda conforme Gilberto Figueiredo, ao problema de orientação médica soma-se a falta de cuidados de pessoas em grupos de risco que não estão seguindo as instruções para evitar o contágio. A maioria dos óbitos tem ocorrido entre pessoas com diagnóstico de doença crônica. 

“Será que lá [os municípios] estão adotando as medidas corretas para evitar o contágio? Existe um decreto do governo do Estado orientando a adoção medidas mais rígidas”, pontuou. 

Ele afirmou que os prefeitos estão seguiram o caminho inverso do adotado pelo Estado: decretaram isolamento social num momento de baixa incidência da doença e estão liberando a circulação no momento de aceleração. 

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