Covid-19 é mais comum entre mulheres, mas homens desenvolvem quadro mais grave

Pesquisa da UFMT aponta que 53% dos casos registrados no primeiro da pandemia em MT ocorreram entre mulheres abaixo dos 40 anos

Foto: Ednilson Aguiar/O Livre

Mulheres abaixo dos 40 anos foram a maioria dos pacientes da covid-19 em Mato Grosso, no primeiro ano da pandemia. Porém, o registro de morte foi mais alto entre os homens com idade acima dos 65 anos. 

A avaliação está em nota técnica elaborada por pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), com dados de abril de 2020 até a terceira semana de março deste ano.   

Conforme a nota, as mulheres com idade média de 39,6 anos representaram 53% dos mais de 260 mil contágios registrados no período. As pacientes na faixa-etária dos 55 anos corresponderam a 13% do total dos casos. 

Entre os homens houve menor incidência, mas, quando adoeceram, eles tiveram um quadro mais crítico da infecção. Essa avaliação é retirada de dois recortes da pesquisa. Os pacientes homens representaram 57,3% das internações e 58,9% dos óbitos. 

Ou seja, mais da metade dos homens que foram internados com covid-19 em Mato Grosso morreram por causa de infecção aguda.

A idade média deles foi de 66 anos. Ainda conforme a nota técnica da UFMT, 72,1% das vítimas fatais tinham algum tipo de comorbidade.  

“Observa-se que a maioria dos casos ocorreu em adultos (20 a 59 anos), que representaram aproximadamente 78% dos casos registrados, enquanto os idosos representaram cerca de 70% das mortes por covid-19″, informa a pesquisa. 

Idosos e comorbidade

As doenças anteriores mais comuns nos pacientes da covid-19 (que se recuperaram ou não) foram hipertensão e diabetes. Geralmente, esses problemas de saúde foram somados à característica de idade acima dos 50 anos. 

O reflexo disso pode ter sido a maior letalidade com o avançar do contágio nas idades mais maduras. A incidência foi mais elevada em adultos, mas as taxas de hospitalização, de mortalidade e a letalidade foi maior em idosos.  

“Por exemplo, a maior letalidade foi no grupo de 80 anos e mais, dentre os quais cerca de 27,3% vieram a óbito, enquanto que entre 79 a 79 anos foi 16,2% e 7,0% em 60 a 69 anos”, pontua. 

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