Covid-19: deputados encontram ala desativada e leitos de UTI sem condições de uso

Comissão de Saúde vistoriou quatro hospitais - dois do município, dois estaduais. Prefeitura de Cuiabá disse que correções já foram providenciadas

Imagem Ilustrativa (Foto: Mayke Toscano/Secom-MT)

Uma ala de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) completamente pronta e equipada, mas ainda desativada e, pelo menos, seis leitos para pacientes em estado grave vazios, mas sem condições de serem ocupados.

Esses são alguns dos apontamentos do relatório da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), após uma vistoria em quatro hospitais localizados na Região Metropolitana. Dois sob a gestão do governo do Estado, dois sob os cuidados da Prefeitura de Cuiabá.

A visita foi realizada na última segunda-feira (8) e, ao LIVRE, a assessoria imprensa da Prefeitura informou que medidas já foram adotadas para corrigir os problemas apontados.

Pronto Socorro de Cuiabá

A maioria deles, conforme o relatório, foram identificados no antigo pronto-socorro da Capital, transformado em um hospital referência para o atendimento de pacientes com a covid-19.

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre

De acordo com os deputados, o diretor da unidade, o médico Douglas Domingues, negou a falta de equipamentos de proteção individual e medicamentos.

Os parlamentares afirmam, contudo, que dos 40 leitos de UTI para pacientes adultos, seis não estavam em condições de uso. O relatório não dá detalhes sobre a situação.

Na data da visita, de acordo com o diretor do hospital, 31 dessas UTIs – que são destinadas exclusivamente para pacientes com a covid-19 – estavam ocupadas.

O hospital também possui uma ala de UTI pediátrica, mas ela estava desativada, segundo os deputados. No relatório, eles observaram, contudo, que “alguns leitos” estão “bem montados, com equipamentos adequados”.

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Hospital São Benedito

Também sob a gestão da Prefeitura de Cuiabá, o Hospital São Benedito chamou a atenção dos deputados porque a ala de UTI destinada a pacientes da covid-19 estava vazia.

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

De acordo com o relatório, são 40 leitos, sendo que 20 deles eram de enfermaria e foram adaptados. Eles estão distribuídos em cinco quartos, ou seja, quatro pacientes são internados juntos em cada um deles.

Conforme o relatório dos deputados, as UTIs estão todas bem equipadas.

Sobre a ausência de pacientes, o diretor da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Célio Rodrigues da Silva, explicou aos parlamentares que um plano emergencial definido para lidar com a situação da pandemia prevê que os leitos do Hospital Santa Casa, do Metropolitano e do Pronto Socorro deveriam ser ocupados primeiro.

Ao LIVRE, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Cuiabá informou que, nesta sexta-feira (12), 18 pacientes já ocupam vagas de UTI na unidade. Eles começaram a chegar dois dias após a visita dos deputados, ou seja, na última quarta-feira (10).

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Santa Casa de Cuiabá

Na Santa Casa – hospital sob gestão do governo de Mato Grosso -, os deputados da Comissão de Saúde encontraram uma alta taxa de ocupação.

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Dos 40 leitos de UTI destinados a pacientes da covid-19, somente 11 ainda estavam disponíveis para receber pacientes.

Até mesmo na ala de enfermaria – que nos outros hospitais vistoriados estavam praticamente vazias – a ocupação era considerável. Das 66 vagas, 31 estavam preenchidas.

Na avaliação dos deputados, “a unidade possui uma boa estrutura física”.

Hospital Metropolitano

No Hospital Metropolitano, localizado em Várzea Grande, a discrepância entre a taxa de ocupação das UTIs e das enfermarias foi ainda maior.

(Foto: Maros Vergueiro/Secom-MT)

Dos 40 leitos de tratamento intensivo dedicados exclusivamente a pacientes com a covid-19, apenas cinco estavam desocupados.

Em contrapartida, na ala de leitos clínicos – que atende pessoas com casos mais leves da doença – havia 198 vagas disponíveis, do total de 238 leitos.

Os deputados também classificaram a estrutura do local como “boa”.

A Comissão

Fazem parte da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa os deputados estaduais Lúdio Cabral (PT), doutor João (MDB), doutor Eugênio (PSB), doutor Gimenez (PV) e Paulo Araújo (PP).

Todos são médicos, a exceção de Paulo Araújo, que é servidor público do setor da Saúde.

O relatório produzido pelos deputados será encaminhado para os Ministérios Públicos Estadual e Federal.

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