Corregedoria da Polícia abre procedimento criminal contra ex-secretário de Segurança

Delegado Rogers Jarbas discutiu com delegado Flávio Stringueta no estacionamento de supermercado da capital

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

A corregedoria da Polícia Civil abriu um procedimento criminal para apurar o caso de uma suposta ameaça feita pelo delegado e ex-secretário de Estado de Segurança Pública Rogers Elizandro Jarbas contra o delegado Flávio Stringueta. No procedimento, os dois policiais deverão ser ouvidos e também serão analisadas as imagens do local onde teria ocorrido a discussão.

O objetivo é apurar se havia intenção de ameaçar. Stringueta registrou um boletim de ocorrência afirmando que foi ameaçado e caluniado por Jarbas. O ex-secretário teria chamado o delegado de “covarde, mentiroso e safado” e ainda o incitado para um confronto físico, pedindo para resolverem de “homem para homem”. A situação teria ocorrido no estacionamento de um supermercado da capital.

Jarbas, por sua vez, negou que a conversa com Stringueta tenha acontecido dessa forma. O ex-secretário afirmou que foi Stringueta quem o chamou para o confronto, com a frase: “não quer acertar comigo agora?”.

A delegada Ana Cristina Feldner também registrou boletim contra Jarbas e sua esposa, Samira Engel Domingues, com quem a delegada teria discutido no mesmo dia da conversa entre Stringueta e Jarbas.

Stringueta e Feldner investigaram o ex-secretário no Caso do Grampos. Jarbas foi preso por decisão do desembargador Orlando Perri, que relatava o processo no Tribunal de Justiça de Mato Grosso – o caso foi enviado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para apurar a possível participação do governador Pedro Taques (PSDB). O pedido de prisão foi assinado pela delegada Ana Cristina Feldner.

O ex-secretário teria atuado para atrapalhar as investigações. Atualmente, Rogers se encontra em liberdade. Entre as medidas cautelares impostas na decisão que o tirou da prisão, estão inclusas proibições de frequentar prédios do Governo do Estado e das forças de Segurança Pública, além de manter contato com pessoas envolvidas no caso.

Depois da apuração no procedimento criminal, a corregedoria da Polícia Civil deverá avaliar a possibilidade de abertura de um procedimento administrativo ou uma sindicância contra o delegado Rogers Jarbas.

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