Coronavírus: 96% das indústrias já tiveram prejuízo e relatam efeito negativo

A Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) ouviu 50 empresários de nove setores no Estado

(Foto: Geraldo Bubniak)

Os empresários industriais de Mato Grosso temem os impactos negativos da pandemia de covid-19. Via questionários, a Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), ouviu 50 empresários de nove setores da indústria no Estado.

Quase 100% dos entrevistados revelaram efeitos desfavoráveis ao setor.

A redução nas vendas, logística de transporte e acesso a insumos são os principais obstáculos citados por industriários e comerciantes.

Ao todo, 72% dos entrevistados disseram que o impacto nos negócios foi intenso. Outros 24% revelaram influência moderada da pandemia na empresa. Apenas 4% afirmaram não ter sentido nenhuma consequência.

O setor demonstrou preocupação com cenário econômico a médio prazo e prevê um quadro de piora.

Queda no faturamento

Mais da metade (55,1%) antevê esse panorama. Dos entrevistados, 40 registraram queda no faturamento e 16% já recorreram ao sistema financeiro para aliviar os efeitos da crise.
A estagnação é um palpite de 26,53%.

Do total de entrevistados, apenas 9 (18,37%) acreditam na melhora do mercado e são otimistas.

A pesquisa ouviu empresários dos setores de alimentos, madeira, construção civil, indústria da transformação e geral, bebidas, combustíveis e biocombustíveis, químico e minerais não metálicos.

Flexibilização

Na quinta-feira (26), o governador Mauro Mendes (DEM) adotou medidas flexibilizando o isolamento social, recomendado para diminuir o contágio da população.

A edição no decreto libera, entre outros serviços, o funcionamento de shoppings.

A medida foi defendida pelo secretário estadual de saúde, Gilberto Figueiredo. Para o gestor, o estado não pode “fechar 100%”. Ele cita como argumento a necessidade de pagar alugueis e dar condições para que empresas instaladas no Estado consigam sobreviver.

Contraponto

Em contraponto, o Ministério Público Estadual (MPE), Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) solicitaram ao governo a suspensão da edição no decreto.

O ofício protocolado apresenta estudos e justificativas técnicas que apontam a ocorrência de 8 mil mortes no Estado, caso as medidas de isolamento não sejam cumpridas.

“A partir do momento em que se permite o funcionamento de atividades não essenciais nos termos previstos na legislação nacional, Mato Grosso está colocando em risco a sua população”, alertam os órgãos.

(Com Assessoria)

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