Convenção virtual para eleição 2020 esbarra em falta de internet nos municípios

Sugestões para a realização de acordos partidários vão de adiamento do calendário eleitoral à liberação do Fundo Eleitoral para montar redes

(Foto: Reprodução/Veja)

Diretórios partidários em Mato Grosso afirmam ser inviável a realização de convenções via internet para as eleições municipais. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou na semana passada os grupos políticos a começarem a se reunir para definição dos nomes dos candidatos. 

Contudo, a autorização pode esbarrar em falta estrutura tecnológica em alguns municípios e na falta de recursos para a instalação de rede. 

“Não tem condições de fazer esse tipo de conferência, porque alguns municípios simplesmente não têm estrutura para isso. Eles não conseguem acesso à internet. Esse problema impossibilita a convenção partidária por videoconferência, mesmo em nível municipal”, disse o presidente estadual do MDB, Carlos Bezerra. 

O deputado federal afirma que não existe rede de acesso à internet nos municípios mais afastados da Capital. E mesmo com dinheiro em mão, não haveria condições de montar a estrutura a tempo. 

O problema também é apontado por Júlio Campos, nome do DEM para disputar eleição suplementar ao Senado. Mas, ele vê uma solução intermediária com a reunião de filiados em cidades polos e o uso do Fundo Eleitoral para ajudar os partidos se estruturar para o cumprimento da eleição. 

“A convenção geralmente é aberta logo cedo e vai até o início da noite. Acho que se estabelecer as regras agora é possível pensar um jeito de realizar essa convenção virtual. Daí, já liberam o Fundo Eleitoral para ajudar os partidos”, disse. 

O diretório municipal do PT em Cuiabá largou na frente e definiu seu pré-candidato à prefeitura em convenção virtual em maio.

Eleição e crise de saúde

O TSE autorizou a convenção partidária como mecanismo para manter o calendário programado para as eleições em outubro no contexto da pandemia da covid-19. 

A aprovação ocorreu na semana passada em posição unânime sobre o assunto. Tanto Júlio Campos quanto Carlos Bezerra afirmaram que essa decisão pode ser uma prévia de que o Supremo Tribunal Federal (STF) poderá manter o calendário. 

Contudo, os políticos afirmam que a saída da crise de saúde continua indefinida porque a previsão de pico do contágio continua sendo adiada. Atualmente, a previsão está para agosto.  

Hoje, vale o calendário que prevê as convenções partidárias entre 20 de julho e 5 de agosto.

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