Contrato de trabalho encerrado: MT tem o terceiro maior aumento do país por causa de mortes

Levantamento do Dieese aponta quais as faixas etárias e categorias de trabalhadores mais afetadas

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre )

Mato Grosso é o terceiro Estado brasileiro a registrar um maior aumento de desligamentos do trabalho por morte. Os dados são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Segundo o levantamento, entre janeiro e abril deste ano, a quantidade de contratos de trabalho encerrados em razão de óbito do funcionário cresceu 525% no Estado, em comparação com o mesmo período do ano passado.

O primeiro e o segundo colocados neste ranking são Rondônia, com um crescimento de 1.600%, e o Amazônas, com 925%.

Ainda de acordo com o Dieese, estes três Estados também tiveram as maiores taxas de mortalidade por covid-19 no mesmo perído. Neste caso, no entanto, Mato Grosso perde apenas para Rondônia, com o Amazonas figurando em terceiro lugar.

(Fonte: Ministério da Economia. Novo Caged; Secretarias Estaduais de Saúde / atualizado em 20/06/2021)

Trabalhadores de 30 a 39 anos

Nos primeiros quatro meses de 2021, a quantidade de desligamentos de trabalhadores por morte no Brasil aumentou 89%, saindo de 18.580 para 35.125.

Considerando o cenário nacional, a faixa etária mais afetada por esse aumento foi a de pessoas com idade entre 30 e 39 anos. Entre elas, o aumento de desligamentos por morte cresceu 148%. Em seguida, aparecem pessoas com idade entre 50 e 64 anos (137%).

Entre os mais jovens, o impacto foi menor, mesmo assim houve aumento. As mortes de trabalhadores com idade entre 25 e 29 anos cresceu 109%.

Trabalhadores da Educação

O levantamento do Dieese também aponta que o setor da Educação é o que mais registra deligamentos por mortes, desde o primeiro quadrimestre de 2020.

Nos primeiros quatro meses do ano passado, 650 contratos de trabalho foram encerrados devido à morte do trabalhador. No mesmo período deste ano, foram 1.479, o que representa um aumento de 128%.

Entre os trabalhadores da Educação, os que atuam dentro das salas de aula foram os mais afetados. Nos primeiros quatro meses de 2020, morreram 233. No mesmo período deste ano, o número quase triplicou, chegando a 612 mortes.

As mortes entre professores do ensino médio foram as que tiveram maior aumento: 258%.

(Fonte: Ministério da Economia / Novo Caged)

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