Conheça os vices dos cinco candidatos a governador de MT

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Cinco candidatos disputam o governo de Mato Grosso nas eleições deste ano, trazendo candidatos a vice com perfis distintos. As eleições serão no dia 7 de outubro e um eventual segundo turno será no dia 28 de outubro.

No passado recente, vimos alguns vices herdarem o governo e se tornarem titulares da cadeira. É o caso de Rogério Salles (PSDB), vice de Dante de Oliveira  (PSDB), e Silval Barbosa  (ex-PMDB), vice de Blairo Maggi  (PP). O atual presidente da República, Michel Temer (PMDB), era vice de Dilma Rousseff  (PT).

Atualmente, Mato Grosso está sem vice, pois Carlos Fávaro (PSD) renunciou em meio a desentendimentos com o governador Pedro Taques (PSDB).

LIVRE traz o perfil dos candidatos a vice (e da candidata) das chapas que disputam o Palácio Paiaguás, e que podem acabar governando o Estado se o seu candidato governador for eleito.

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

O ex-procurador e o produtor rural

O governador Pedro Taques (PSDB) disputa a reeleição com chapa pura, tendo o produtor rural Rui Prado (PSDB) como vice. A intenção é repetir a fórmula das eleições de 2014 e complementar o perfil do governador cuiabano, que fez carreira no Ministério Público Federal (MPF), trazendo um nome do interior ligado ao agronegócio.

Com atuação em entidades representativas da agropecuária, Rui Prado foi presidente da Federação da Agricultura de Mato Grosso (Famato), da Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja), do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis. Essa será a segunda disputa eleitoral de Rui Prado, que concorreu ao Senado pelo PSD nas eleições de 2014 e ficou em terceiro lugar, com 137 mil votos.

O ponto fraco da aliança é o fato de Rui ter começado a carreira política pelas mãos do ex-deputado José Riva, um dos antagonistas de Taques. Em 2014, Prado se candidatou a senador na coligação encabeçada por Riva – que acabou enquadrado na Lei da Ficha Limpa e foi substituído pela esposa Janete como candidata a governadora. Dez partidos sustentam essa candidatura: PSDB, PSL, PPS, PSB, PRP, PRTB, DC, SD, Avante e Patriota.

(Foto: Suellen Pessetto/ O LIVRE)

Ex-prefeitos e empresários

Outra coligação aposta em dois ex-prefeitos que tiveram altos índices de aprovação em seus mandatos para conquistar o Palácio Paiaguás. O candidato do DEM ao governo estadual, Mauro Mendes, já administrou Cuiabá. Ele traz como vice Otaviano Pivetta (PDT), ex-gestor de Lucas do Rio Verde.

Assim como na chapa de Taques, a aliança reúne capital e interior. Os dois são empresários – Mendes no ramo metalúrgico e Pivetta no agronegócio. A dupla repete a dobradinha das eleições de 2010, quando a chapa Mendes e Pivetta disputou o governo de Mato Grosso e teve 472 mil votos, perdendo para Silval Barbosa.

Sem papas na língua, Pivetta tem fama de estourado. Outro fardo que ele carrega é o caso Cooperlucas, mesmo sem ter sido condenado. A história é ressuscitada em toda campanha eleitoral devido ao fato de ele ter ficado de fora do processo por prescrição dos prazos. O caso afeta também o governador Pedro Taques, que foi acusado por adversários de segurar o processo para proteger Pivetta, quando era procurador.  A coligação tem oito partidos: DEM, PDT, PSD, MDB, PSC, PHS, PMB e PTC.

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

O político e a servidora

A coligação encabeçada por Wellington Fagundes (PR) combina um candidato a governador que tem uma longa carreira política – são seis mandatos de deputado federal e um de senador – com uma servidora pública que nunca teve mandato, Sirlei Theis (PV). A combinação capital e interior dos adversários se repete nessa chapa também, pois Wellington tem base eleitoral em Rondonópolis. Por outro lado, é a única aliança que tem uma mulher concorrendo ao Palácio Paiaguás.

A advogada Sirlei Theis é concursada na Secretaria de Segurança Pública (Sesp) e foi adjunta da pasta no governo de Silval Barbosa e de Pedro Taques, tendo chefiado o núcleo sistêmico. Agora, concorre como candidata a vice-governadora da oposição. Ao confirmar sua candidatura, Sirlei disparou críticas ao atual governador, a quem acusou de não ter capacidade de gestão. Ela também tachou Taques de centralizador e afirmou que ele engessou a máquina pública.

Os pontos fracos da aliança são o fato de Sirlei ser pouco conhecida e ter atuado no governo que agora faz oposição. Trata-se da maior coligação destas eleições, com dez partidos e o maior tempo no horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, formada pelo PR, PV, PRB, PC do B, PT, PP, PTB, PROS, PMN e Podemos.

Vanderley Guia é candidato a vice pelo PSOL (Foto: Reprodução/Facebook)

O servidor e o enfermeiro

O PSOL concorre sem coligação, com o servidor Moises Franz ao governo e o enfermeiro Vanderley da Guia como vice, ambos de Cuiabá. O candidato a vice já se concorreu aos cargos de vereador, em 2012 e 2016, e de deputado federal, em 2014.

O policial e filantropo

A REDE Sustentabilidade lançou o ex-superintendente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Arthur Nogueira ao governo, tendo o publicitário Sadi Oliveira dos Santos (PPL) como candidato a vice-governador. Arthur mora em Cuiabá mas construiu sua carreira em Rondonópolis.

Sadi atua com instituições filantrópicas e prestação de serviços. Atualmente, é presidente do Instituto São Pio, da Associação Mato-grossense de Doenças Inflamatórias e da ONG Amigos do Bem, que atua com realização de exames de visão, banco de óculos, de remédios e alimentos. A coligação é formada pela REDE e pelo PPL.