Conheça 5 golpes cibernéticos, como evitá-los e o que fazer se cair num deles

Mesmo sendo tão "comuns", eles continuam dando certo... para os bandidos

(Foto: Pixabay)

Todo mundo conhece alguém que já foi vítima. Se esse não é seu caso, é bem provável que você é que tenha caído na armadilha. Estamos falando dos golpes da internet.

Por conta disso, a reportagem do LIVRE vai reproduzir aqui um guia produzido pela Polícia Civil de São Paulo. Ele expica como os golpes funcionam, como evitá-los e o que fazer no caso de cair num deles.

1. Clonagem de WhatsApp

Nesse golpe, o bandido usa uma “isca” – geralmente oferencendo vantagens à vítima – e informa que, para ter acesso a ela, é preciso informar um “código promocional” ou “código de confirmação” que ele, o bandido, vai enviar para o celular

Na verdade, esse código é a verificação do próprio WhatsApp e com ele o criminoso consegue clonar a conta. Após a clonagem, ele passa a enviar mensagens para os contatos da vítima, se passando por ela e pedindo dinheiro.

Como evitar?

  • Ative a “Confirmação em duas etapas” no WhatsApp;
  • Nunca forneça o código verificador que você recebe via SMS em seu celular
  • Não instale apps de terceiros ou compartilhe informações pessoais a pedido de
    ninguém pelo whatsapp
  • Se algum amigo ou parente te pedir dinheiro pelo whatsapp, ligue para a pessoa antes de faer a transação e confirme que é mesmo ela

Já caiu no golpe?

  • Envie um e-mail para [email protected] com o assunto “Conta hackeada – desativação de conta”. Relate o ocorrido e siga as instruções
  • Registre um Boletim de Ocorrência
  • Peça para amigos e familiares excluírem o telefone clonado
  • Se você fez a transferência do dinheiro, entre em contato com o banco e tente bloquear o valor. Apresentar cópias (prints) das conversas ajuda. Também registre o Boletim

2. Boleto Falso

Você recebe um boleto muito parecido com o que você já esperava, mas ele tem o código
de barras alterado e o valor cai na conta da quadrilha.

Como evitar?

  • Verifique se os dados do “beneficiário” correspondem aos de quem lhe vendeu o
    produto ou serviço
  • Confira se os três primeiros números do código de barras correspondem ao banco
    cuja logomarca aparece no boleto
  • Desconfie se o código de barras tiver falhas ou espaços excessivos entre as barras ou qualquer outra alteração que impossibilite o reconhecimento pela leitora
  • Sempre que tiver dúvidas, consulte diretamente quem emitiu o boleto
  • Evite reimprimir boletos em sites que não sejam do banco emissor, assim como negociar valores de descontos com pessoas estranhas, ou que se identificam como funcionários dos bancos ou de empresas de cobrança

Já caiu no golpe?

  • Entre em contato com o banco e tente bloquear o valor
  • Tire cópia do comprovante de pagamento e demais documentos correlatos
  • Registre um Boletim de Ocorrência

3. Loja online falsa

O golpista cria uma página na internet muito semelhante à verdadeira e a vítima acredita que fez uma compra legítima. Após selecionar os produtos e pagar, ela não recebe a mercadoria e, só então, percebe que caiu em um golpe.

Neste caso, além do comprador, as empresas que tiveram seus nomes utilizados indevidamente também são vítimas.

Como evitar?

  • Leia atentamente as informações dos sites e do produto que deseja comprar. Normalmente, sites fraudulentos podem conter erros de português
  • Verifique se há CNJP cadastrado na página ou canais de comunicação da loja
  • Faça uma pesquisa de mercado sobre o valor do produto e desconfie de preços muito baixos
  • Pesquise na internet a reputação do site em que deseja efetuar compras. Sites como o Reclame Aqui e o dos Procons ajudam muito
  • Verifique se o site é seguro localizando o ícone de um cadeado ao lado do endereço
    do site (URL). Ao clicar no cadeado, será exibido o certificado de segurança da página
  • Evite clicar em links que direcionam a navegação diretamente ao site de compras. Prefira digitar o endereço do site no seu navegador. E atenção: os sites fraudulentos geralmente possuem endereços muito semelhantes ao site verdadeiro

Já caiu no golpe?

  • Verifique se o site ainda está ativo e copie seu endereço
  • Faça um print da página e do produto anunciado
  • Providencie uma cópia do boleto ou dados bancários utilizados para o pagamento, bem como do comprovante
  • Junte tudo isso e registre um Boletim de Ocorrência

4. Falso leilão

É bem parecido com a loja online falsa. O golpista cria um site falso, contendo fotografias de veículo para simular um leilão online. A vítima faz um lance e recebe a informação de que venceu.

Após isso, chega um termo de arrematação com instruções para a retirada do veículo e pagamento. A pessoa transfere o valor para a conta indicada, não consegue contato com a “empresa” e percebe que caiu em um golpe.

Como evitar?

  • Confira para quem o pagamento está sendo realizado. No termo de arrematação, a conta bancária deve estar em nome do leiloeiro. Não efetue o pagamento, caso haja qualquer divergência
  • Leia atentamente as informações dos sites e do produto que deseja comprar. Normalmente, sites fraudulentos podem conter erros de português
  • Verifique se o site é seguro localizando o ícone de um cadeado ao lado do endereço
    do site (URL). Ao clicar no cadeado, será exibido o certificado de segurança da página
  • Evite clicar em links que direcionam a navegação diretamente ao site de compras. Prefira digitar o endereço do site no seu navegador. E atenção: os sites fraudulentos geralmente possuem endereços muito semelhantes ao site verdadeiro

Já caiu no golpe?

  • Faça contato com o gerente da sua conta e tente bloquear o valor transferido
  • Verifique se o site ainda está ativo e copie seu endereço
  • Faça um print da página e do produto anunciado
  • Providencie uma cópia do boleto ou dados bancários utilizados para o pagamento, bem como do comprovante
  • Junte tudo isso e registre um Boletim de Ocorrência

5. Sequestro de dados

Esse golpe também é chamado de ransomware, um vírus que “tranca” os seus dados até o pagamento de um resgate.

Na maioria das vezes, a invasão ocorre no período da noite ou madrugada. O criminoso  invade o dispositivo da vítima e instala um software capaz de criptografar (codificar) as informações.

Ao acessar o computador ou celular, a vítima recebe uma mensagem de que seus dados foram criptografados e, se ela não realizar um pagamento exigido – normalmente
em bitcoins -, perderá tudo que estava salvo no dispositivo invadido.

Como evitar?

  • Mantenha um backup atualizado do computador, de preferência em HD externo ou pen
    drive e nunca deixe essa memóra plugada ao computador, pois também poderá ser invadida
  • Mantenha antivírus e firewalls sempre ativados e atualizados
  • Evite acesso a sites suspeitos
  • Não clique em links duvidosos de e-mails suspeitos

Já caiu no golpe?

  • Não apague os e-mails e/ou mensagens recebidas do criminoso
  • Se houver conversa com o criminoso via rede social, salve o nome do perfil e o link
    completo
  • Em caso de contato por telefone, faça uma relação de todos os números de telefone
    utilizados pelo criminoso, contendo data e horário das conversas
  • Anote os dados de eventuais contas bancárias, inclusive carteiras eletrônicas de
    bitcoins informados pelo criminoso
  • Junte tudo isso e registre um Boletim de Ocorrência

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