Confira dicas para proteger informações que o Facebook recebe e repassa sobre você

Aprenda como “limpar” os dados que a plataforma compartilha com terceiros, além de novas configurações de perfil e avisos de login

O Facebook não só usa suas informações como também recebe dados de sites e aplicativos que você usa (Pixabay/Ilustrativa)

O Facebook anunciou mudanças em suas configurações de privacidade para permitir que os usuários aumentem a proteção de seus dados.

Entre as novidades estão a possibilidade de “limpar” os dados que a plataforma compartilha com terceiros, além de novas configurações de perfil e avisos de login.

Confira o passo a passo para cada um

1. Controle informações que sites repassam ao Facebook sobre você

Com o recurso “Atividade Fora do Facebook”, por exemplo, o usuário pode configurar as informações que empresas e instituições compartilham com a plataforma, como as visitas realizadas aos sites delas.

O usuário pode clicar em “gerenciar sua atividade fora do Facebook” e optar pela exclusão dos dados – ou “desconectar o histórico” na linguagem da plataforma.

Ao configurar esse recurso como teste durante a redação desta matéria, o repórter descobriu que 86 apps e sites enviavam dados para o Facebook.

A ferramenta permite também desativar a atividade fora do FB a partir do momento do ajuste feito pelo usuário.

Contudo, isso não impede o compartilhamento de dados por terceiros, que continuarão sendo procedidos “para fins de mensuração e para fazer melhorias em nossos sistemas de anúncios, mas estará desconectada da sua conta”, explica a página do mecanismo.

Anúncios continuarão sendo exibidos com base nas preferências e na atividade do usuário na rede social.

2. Gerencie informações disponibilizadas sobre você, a terceiros:

Na ferramenta de “Verificação de Privacidade”, na seção “configuração de dados”, o usuário pode gerir as informações disponibilizadas pelo Facebook a terceiros.

Esse acesso ocorre por diversas ferramentas da plataforma, como o login utilizando a conta do FB. É possível definir quais apps e sites podem manter este acesso, ou retirá-los da lista. Veja um guia rápido para desabilitar os acessos:

Na seção “quem pode ver o que você compartilha”, uma das funções é definir o grau de visibilidade das informações do usuário.

Registros como telefone, e-mail, escola e cidade, além das próprias publicações na plataforma, podem ser ajustados para acesso público, por amigos, por amigos dos amigos ou apenas pelo próprio usuário. É possível bloquear e gerir a lista de pessoas colocadas em cada uma dessas listas.

Por meio da nova ferramenta, o usuário pode ainda controlar quem pode lhe enviar solicitações de amizade, se qualquer pessoa na rede social ou apenas amigos de amigos.

Mudanças

As medidas foram divulgadas por ocasião do Dia Internacional da Privacidade de Dados, celebrado no dia 28 de fevereiro. O Facebook vem sendo criticado nos últimos anos pelo uso que faz das informações de seus usuários.

O emprego de dados de dezenas de milhões de pessoas para fins de manipulação de eleições e processos pela empresa Cambridge Analytica colocou a empresa em evidência.

Em mensagem publicada no site da companhia, o diretor-executivo, Mark Zuckerberg, afirmou que o intuito das mudanças é fazer com que o usuário “possa entender e gerenciar facilmente suas informações, por isso fortalecer seus controles de privacidade é tão importante”.

O Facebook oferece guias e opções de customização para usuários que desejam bloquear o compartilhamento de dados sensíveis.
O Facebook oferece guias e opções de customização para usuários que desejam bloquear o compartilhamento de dados sensíveis (Agência Brasil)

“Medida incompleta”

Para a organização internacional de defesa da privacidade Eletronic Frontier Foundation (EFF), o anúncio foi um “bom passo”, mas uma “medida incompleta”, tanto pelo desconhecimento da população quanto por não cessar a coleta intensa de dados dos usuários.

“Nós sabemos que usuários dificilmente vão ajustar suas configurações. Nos Estados Unidos, 75% dos adultos não conhecem as preferências de anúncio. A ferramenta não cobre todas as formas pelas quais o Facebook coleta e monetiza os dados dos usuários.

Estes continuarão sendo objeto de anúncios segmentados”, pondera a coordenadora de pesquisa em direitos dos consumidores e vigilância da entidade, Gennie Gebhart.

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