Confederação diz que 53% das cidades concordariam com lockdown nacional

Pesquisa é feita semanalmente e, dessa vez, ouviu 3.079 gestores municipais

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre )

A Confederação Nacional de Município (CNM) afirma que quase 53% dos gestores municipais do país concordara com um lockdown nacional de, pelo menos, 15 dias para conter a proliferação da covid-19.

Os dados estão na 15ª edição da pesquisa semanal sobre a pandemia, feita pela CNM. Dessa vez, o levantamento foi realizado entre 28 de junho e 2 de julho, com 3.079 gestores.

De acordo com a pesquisa, 1.234 gestores municipais aprovam um fechamento nacional por 15 dias. Outros 350 defendem tempo maior: 21 ou 30 dias.

Presidente da CNM, Paulo Ziulkoski diz acreditar que um lockdown nacional seria uma forma de evitar o “sangramento” no qual o país se encontra, com quase duas mil mortes diárias e vacinação ainda oscilante.

“Entende-se que é o momento, o mês de agosto, de se decretar e cumprir um lockdown como fizeram outros países que tiveram sucesso. Para poder interromper e colocar o vírus no chão, o ideal, cientificamente, é 21 dias, mas com 15 já seria uma hipótese real. Fecharíamos os aeroportos e deixaríamos só os serviços essenciais”, disse.

Dados da pesquisa

Cerca de 76% dos municípios que responderam à pesquisa nesta semana afirmaram ter vigentes medidas de isolamento social.

No quesito leitos para os doentes, 21,5% responderam que têm 95% deles ocupados. Outros 18% estavam com a taxa de ocupação em 90%.

Em 13% dessas cidades, corria-se o risco de falta o chamado “kit intubação”.

Mais de 21% dos municípios afirmaram ter aumentado do número de pessoas infectadas. E em 16% das cidades que participaram da pesquisa também houve aumento de mortes.

O levantamento aponta ainda que 27% dos gestores relataram falta de vacinas. Desse total, 13% disseram se tratar da segunda dose e 97% se referiam à primeira dose.

Só 2,2% das cidades ainda não iniciaram a vacinação de pessoas com menos de 60 anos e sem comorbidades.

Nesta semana, 30% dos municípios pesquisados já estavam vacinando a faixa etária entre 45 a 49 anos. Outros 29% começaram a imunização de pessoas com idade entre 40 e 44 anos.

(Com Assessoria)

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