Como escolher um vinho diante de tantas opções?

Muitos que iniciam a jornada pelo mundo dos vinhos sentem uma enorme dificuldade na hora da escolha. São tantas opções de rótulos e mais de 5.000 variedades de uvas conhecidas. Isso sem falar nas regiões produtoras, as micro-regiões, os tipos de solos, climas e relevos – esse último também conhecido como “terroir”.

Diante de tanta informação, parece impossível saber se o vinho que estamos comprando irá nos surpreender e agradar. Todo esse emaranhado de opções, que chegam a assustar, dificultam ao entrante nesse mundo fazer a sua escolha. Geralmente, a reação frente a tantos rótulos é evitar o risco e comprar aquele que já é conhecido.

Para que a escolha da bebida seja prazerosa e você consiga comprar seu vinho sem muita dificuldade, listamos algumas sugestões importantes para a hora da compra. São dicas fáceis de memorizar e que podem potencializar a sua experiência nesse mundo fascinante. 

Ocasião
A escolha de um vinho sempre deve ser baseada na ocasião em que ele será servido: uma festa, uma reunião, um jantar.

Cada ocasião pede por um vinho diferente. Aqueles recomendados para um dia de muito calor à beira da piscina, por exemplo, podem não ser os mesmos para um jantar de negócios.

Vinhos brancos, rosés e espumantes são muito associados ao verão e celebrações. Os tintos, bastante consumidos em dias mais frescos e acompanhados por refeições. Já os doces e licorosos devem ser sempre combinados a sobremesas.

Pelo tipo de uva
Falemos dos três tipos de uva mais procurados no Brasil.

Cabernet Sauvignon: essa é uma das uvas mais difundidas e conhecidas por aqui. É bem equilibrada e não tem tanto o tanino, que é o que deixa o vinho mais seco. Tem uma boa proporção entre os sabores doce e ácido.

Merlot: o vinho desta uva é mais leve e ainda assim encorpado. Também tem um sabor frutado, diferente do Cabernet.

Malbec: os países produtores que mais se destacam com essas uvas são o Chile e a Argentina. É encorpado, com a presença marcante de frutas negras e vermelhas, quase compota.

Pela safra
Quando você olha o rótulo da garrafa encontra o ano da produção do vinho: 2011, 2009, 2013… Mas como saber qual a importância do ano para o vinho ser bom ou não? Uso uma regra simples: a grande maioria dos vinhos produzidos hoje em dia são jovens, de dois ou três anos atrás, feitos para consumo imediato. Comece por eles!

Pela região
Uma boa opção é escolher um rótulo de uma uva símbolo daquele país. Por exemplo, se você for tomar um vinho argentino, prefira o Malbec, a uva emblemática de lá. Assim você comprará vinhos feitos com muita qualidade pois a própria natureza o privilegiou. Já no caso do Chile, a escolha natural é o Carmenére.

Pela pontuação que está no rótulo
Pontuações serão sempre controversas. Elas são dadas por um especialista crítico em vinhos. O que pode ocorrer é simples: nem sempre o gosto dele será o mesmo que o seu!

Ainda assim, vale muito na hora da compra pois sabemos que trata-se de um vinho bem avaliado por alguém. 

Para conhecer algumas das pontuações mais conceituadas, fizemos essa pequena seleção de siglas que costumam aparecer no selo da garrafa.

RP – Robert Parker
DS – Guia Descorchados
JR – Jancis Robinson
DEC – Revista Inglesa Decanter
WS – Wine Spectator
W&S – Wine & Spirits

Como este é um assunto que jamais se esgota, deixo mais um pouco sobre o tema para a próxima sexta-feira. Até lá, aproveitem e saúde!

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Apreciar vinho é facil e não precisar ser caro 
Livre ganha coluna sobre vinhos 

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