Commodities agrícolas: deputado volta a defender limitação da exportação em 50%

Wilson Santos afirma que Mato Grosso vive situação de esgotamento de matéria-prima por excesso de vendas para o exterior

Foto: Olímpio Filho/Embrapa

Deputado estadual, Wilson Santos (PSDB) voltou a defender o projeto de lei que pretende criar uma reserva de mercado em Mato Grosso. A intenção do parlamentar é proibir a exportação de 50% das commodities agrícolas produzidas no Estado, para que se transformem em matéria de prima para abastecer a agroindústria regional.

O PL 349/2020 foi apresentado no início da pandemia do novo coronavírus e tramita a passos lentos na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

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“Toda a soja ou quase toda está indo para exportação. Não há nenhum mínimo garantido para que as indústrias esmagadoras continuem a funcionar”, disse Wilson da tribuna na sessão ordinária desta quarta-feira (26).

O deputado argumentou ainda que Mato Grosso vai ter que importar soja da Argentina ou Paraguai para abastecer as esmagadoras locais. Caso contrário, empresas do setor correm risco de fechar as portas.

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

“Estive reunido na semana passada com uma comissão de empresários do setor de esmagamento de soja e o secretário César Miranda [Desenvolvimento Econômico] os atendeu. O inacreditável aconteceu: Mato Grosso vai importar soja para não fechar as portas, não deixar de pagar impostos e não demitir milhares de trabalhadores”.

No projeto de Wilson Santos, a reserva de mercado também ocorreria com a carne bovina, farelo e resíduos da extração de óleo de soja, óleo da soja, milho, suíno, frango, algodão, girassol, ouro em formas semimanufaturadas para uso não monetário e outros produtos semimanufaturados.

Esse projeto foi apresentado pensando na industrialização do Estado. Mato Grosso precisa mudar de patamar. Nós precisamos entrar na era da industrialização e existe todos os elementos necessários para alcançar isto. Temos produtores de soja, algodão, milho, couro, madeira. Pode escolher a matéria prima que quiser para industrializar. Estamos pensando em um futuro com geração de emprego, distribuição de renda e oportunidade ao povo”, argumentou.

(Com Assessoria)

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